<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-12787544</id><updated>2011-07-14T09:31:07.128-12:00</updated><title type='text'>Medo de Existir</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://medodeexistir.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://medodeexistir.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>paulo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14685416405438114397</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>34</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12787544.post-1431952380989782724</id><published>2008-02-21T01:00:00.002-12:00</published><updated>2008-02-21T01:05:59.032-12:00</updated><title type='text'>Quimeras</title><content type='html'>&lt;img src="http://thinking4thinking.com/wp-content/uploads/image/IntoNothingness.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pai Natal&lt;br /&gt;A Fada dos Dentes&lt;br /&gt;Deus&lt;br /&gt;Gambuzinos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12787544-1431952380989782724?l=medodeexistir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://medodeexistir.blogspot.com/feeds/1431952380989782724/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12787544&amp;postID=1431952380989782724' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/1431952380989782724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/1431952380989782724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://medodeexistir.blogspot.com/2008/02/quimeras.html' title='Quimeras'/><author><name>Assento da Sanita</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_4dy72JVf0Kk/TMk3kIkJa8I/AAAAAAAAAPo/E1GYjV0R-io/S220/Dirty-Toilet-1516788.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12787544.post-4733656340950399604</id><published>2008-01-13T11:39:00.000-12:00</published><updated>2008-01-13T11:43:16.243-12:00</updated><title type='text'>Facadas no Matrimónio</title><content type='html'>Assim como as crianças são da responsabilidade de todos, não devemos esquecer os outros que precisam de nós.&lt;br /&gt;Alguém que desenvolva...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12787544-4733656340950399604?l=medodeexistir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://medodeexistir.blogspot.com/feeds/4733656340950399604/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12787544&amp;postID=4733656340950399604' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/4733656340950399604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/4733656340950399604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://medodeexistir.blogspot.com/2008/01/facadas-no-matrimnio.html' title='Facadas no Matrimónio'/><author><name>Fernando</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_UAPvfyIgvQA/SNtfXefjmvI/AAAAAAAAAAM/JLUQM0bAXwo/S220/Autor_Cinza.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12787544.post-115919239994859383</id><published>2006-09-25T01:48:00.000-12:00</published><updated>2006-09-25T23:43:55.670-12:00</updated><title type='text'>Every man is an island</title><content type='html'>Vim não sei de onde. Uma ilha? Descobrir o quê? Um ponto na paisagem de um dado sitio, numa determinada hora. Para quê? Uma passagem conturbada pelo tempo que passa, por um devir histórico que não perdoa. Para quê? Uma passagem, é isso, dirão alguns. Algo que se não formos capazes de esquecer, nos atordoa e aperta de encontro à margem. Tanto fomos assim seremos, e mais nada. Um ponto. Uma ilha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12787544-115919239994859383?l=medodeexistir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://medodeexistir.blogspot.com/feeds/115919239994859383/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12787544&amp;postID=115919239994859383' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/115919239994859383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/115919239994859383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://medodeexistir.blogspot.com/2006/09/every-man-is-island.html' title='Every man is an island'/><author><name>paulo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14685416405438114397</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12787544.post-115877722760367184</id><published>2006-09-20T06:06:00.000-12:00</published><updated>2006-09-20T06:50:23.866-12:00</updated><title type='text'>Os Diálogos da Nação: sobre a escolha do novo PGR: um diálogo entre um Primeiro-Ministro e um líder da oposição</title><content type='html'>PM - Tá? Está lá?? (Foda-se que o anão caixa de óculos está a fazer-se difícil)&lt;br /&gt;LO - Estou, estou... ESTOU!!!! (este manhoso deve estar a preparar alguma).&lt;br /&gt;a ligação estabelece-se&lt;br /&gt;PM - Olá Querido, como estás? Vi-te na televisão e parecias maior. Estavas com os teus sapatos ortopédicos ou em cima de algum assessor?&lt;br /&gt;LO - Não filho. Tu é que estavas a olhar de cima de alguma burra. Que é que foi desta vez? Não assino mais nada, caralho, só o que o Cavaco disser.&lt;br /&gt;PM - Não é para assinares nada, deixa-te disso. Além do mais se eu quisesse que assinasses alguma coisa, não te perguntava nada. Informava a imprensa. Não, é por causa do novo PGR. Já sabes que temos de mudar o velho...&lt;br /&gt;LO - Então quem é que vais pôr no poleiro da justiça?&lt;br /&gt;PM - Olha, lembrei-me daquele gajo da perinha. Que é que achas do tipo?&lt;br /&gt;LO - Épá esse não. Esse gajo é só judeus e o camano. É tudo para nos f..d.r.&lt;br /&gt;PM - Então e o outro, aquele que te perdoou as multas no passado.&lt;br /&gt;LO - Chi pá, esse também não. Esse tipo não perdoa nada, é tudo com interesse&lt;br /&gt;PM - Então e o Pinto Correia. Lembras-te dele? O gajo já foi presidente do conselho de justiça da FPF e tudo, meu. Estamos garantidos.&lt;br /&gt;LO - Quem?&lt;br /&gt;PM - O Correia Pinto, mon. O gajo instruiu mais de 200 processos de corrupção quando teve na procuradoria. E mais de 190 foram arquivados por falta de provas, por prescrição ou... sabe-se lá porquê... porque sim. É o que interessa pá. O que é que achas?&lt;br /&gt;LO - Se o gajo vem do futebol parece-me bem. Precisamos de alguém que conheça bem toda a gente e como o sistema funciona. É porque o sistema tem de funcionar caralho. É para isso que estamos na política, ou não?&lt;br /&gt;PM - Sim, sim abelha, o que tu queres sei eu. Estás-me a dizer que estes serves os interesses instalados e que não vai bulir com o pessoal não é? Era o que eu pensava, dread. Sabes que a gente pensa, não é como alguns (pisca o olho ao assessor mais próximo).&lt;br /&gt;LO - Tá bem, prontos. E já disseste alguma coisa ao PR?&lt;br /&gt;PM - Não. É preciso?&lt;br /&gt;LO - Épá, tu é que sabes. O gajo ainda está um bocadito amerdalhado por causa da Segurança Social, que tu não quiseste assinar um acordo comigo (ainda te vais foder, diz entredentes).&lt;br /&gt;PM - .... pois. Se calhar é melhor. O gajo gosta das fotos e dos bolinhos das vernissages...&lt;br /&gt;LO - Faz o que entenderes. Ainda vamos ao W, mai logo?&lt;br /&gt;PM - Tu és mazé malhuco, bacano. Ainda tenho de fazer aquela cena do TGV senão o PCE não dá guito (...o traidor, rosna).&lt;br /&gt;LO - Tá bem. Olha beijinhos na boca para ti e para os teus queridos.&lt;br /&gt;PM - Tá bem Zé Gato. Vai mamar na quinta pata. Até breve.&lt;br /&gt;clic....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;todas as semelhanças entre personagens e situações actuais resultam de puras coincidências&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12787544-115877722760367184?l=medodeexistir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://medodeexistir.blogspot.com/feeds/115877722760367184/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12787544&amp;postID=115877722760367184' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/115877722760367184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/115877722760367184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://medodeexistir.blogspot.com/2006/09/os-dilogos-da-nao-sobre-escolha-do.html' title='Os Diálogos da Nação: sobre a escolha do novo PGR: um diálogo entre um Primeiro-Ministro e um líder da oposição'/><author><name>paulo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14685416405438114397</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12787544.post-115254912475549119</id><published>2006-07-10T04:12:00.000-12:00</published><updated>2006-07-10T04:32:04.786-12:00</updated><title type='text'>Foi sem querer</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6266/1099/1600/pasteis%20de%20nata.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6266/1099/320/pasteis%20de%20nata.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foi sem querer que hoje uma lembrança longínqua sobreveio à memória. Nem é daquelas lembranças más, com um "tag" associado, um cheiro ou uma memória visual. Foi mais ao estilo abracadabra...PUF!!!!&lt;br /&gt;Lembrei-me dos tempos das Caldas da Felgueira. Do Mondego, das aventuras nas margens, de uma queda terrível que dei num seixo gigante, de como bati com a cabeça e de ter feito um estrondo tal que os meus irmãos pensaram o pior. Da piscina do Grande Hotel, da angústia de nos deixarem ou não entrar, porque não eramos hóspedes e naquela altura ir para um hotel ainda era coisa mais ou menos de fachos. Iamos para lá, para as termas, por causa da bronquite asmática do meu irmão e lembro-me de pensar que ele era um desgraçado, pois só podia alinhar em parte das coisas que nós faziamos. De resto tinha os tratamentos e os descansos. Lembro-me de algumas das casas alugadas para onde fomos ao longo dos anos; casas pequenas, casas grandes. Em qualquer dos casos aquilo era campo, e do mais bonito que pode haver. Qunado não iamos à piscina iamos mergulhar no Mondego que era um bocado assustador, de tão escuro que era; nadavamos e às vezes os pés tocavam em coisas debaixo de água; e de tão escuro que era só pensava que seria um monstro ou coisa do género, batia as barbatanas a sete pés!&lt;br /&gt;Ainda me recordo, inclusivamente, de estar na praia, em Milfontes, e de pensar com alguma angústia, de que ainda faltavam as três semanas nas termas... sem o pai, que só vinha aos fins-de-semana. Naquela altura as férias grandes eram mesmo grandes: três meses no minimo, mas se a escola não abrisse a horas houve um ano em que foram quase quatro!&lt;br /&gt;Mas a memória que despoletou todas as outras foi a ocupação de fim-de-tarde nas Caldas da Felgueira: os pasteis de nata!!!&lt;br /&gt;Havia, junto ao largo onde se ia para a bicha das senhas dos tratamentos do dia seguinte (do meu irmão) e para onde eu ia frequentemente, uns edifícios altos, e amarelos, nada que se parecesse com uma pastelaria. No entanto, havia dias em que uma janela do andar térreo se abria e onde nós podiamos comprar pasteis de nata, acabadinhos de fazer! Eram o nosso Epá, o nosso Supermaxi. Eram deliciosos! Ainda o serão, mas já não os disfruto como antigamente. Depois de um dia inteiro passado numa qualquer aventura, com pouco ou nenhum controle paternal, comer aqueles pasteis foi seguramente uma das coisas mais deliciosas que já experimentei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12787544-115254912475549119?l=medodeexistir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://medodeexistir.blogspot.com/feeds/115254912475549119/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12787544&amp;postID=115254912475549119' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/115254912475549119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/115254912475549119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://medodeexistir.blogspot.com/2006/07/foi-sem-querer.html' title='Foi sem querer'/><author><name>paulo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14685416405438114397</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12787544.post-115202340839026150</id><published>2006-07-04T02:16:00.000-12:00</published><updated>2006-07-05T04:26:47.326-12:00</updated><title type='text'>Um episódio</title><content type='html'>Aquele era um sitio tão bom como qualquer outro. Sentou-se. À espera. A toda à volta a vida corria a bom passo. Pessoas e carros. Mais carros e mais pessoas. Ocasionalmente, alguém cruzava o olhar com o seu. Não que a sua vista se detivesse, por mais do que um breve momento, num sitio só. A maior parte dos olhares não lhe eram dirigidos é certo. Mas isso também não parecia importar agora, já se tinha despedido de toda a gente que lhe importava.&lt;br /&gt;Chegara ali e tudo aquilo que conseguia agora fazer era soltar uns lamentos. Ao vento. Queixava-se de tudo. Queixava-se das dores que tinha e daquelas que ainda se conseguia lembrar. Involuntariamente dava por si a pensar no tempo e a pintá-lo, como se fosse um filme. A principio, desordenadamente. Depois as coisas encadeavam-se como num verdadeiro guião. À medida que as lembranças se tornavam mais vivas.&lt;br /&gt;Em certos momentos, dava por si a soltar um lamento. Saia-lhe do peito, da boca e da garganta, assim. Sem controlo. Eram lamentos longos, profundos. O corpo todo atrás.&lt;br /&gt;Numa das vezes, enlevado por uma memória, cheia de calor e bem estar, saiu-lhe uma lágrima e um esgar de sorriso. Afinal aquilo era dele. Era ele. Tinha história. Podia já ter passado e estar desaparecido como que por um acaso, mas tinha existido.&lt;br /&gt;Mesmo assim foi demais. Naquele momento precisava de tudo aquilo que não tinha. E já não tinha mais forças para ir à procura ou ficar à espera de um alento num olhar.&lt;br /&gt;Sobravam-lhe, contudo, para fazer aquilo que o tinha trazido ali, percebia agora.&lt;br /&gt;Carros a buzinar, cabeças a voltarem-se num instante. Servia perfeitamente para lhe preencher o espaço de consciência que restava.&lt;br /&gt;Atravessou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12787544-115202340839026150?l=medodeexistir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://medodeexistir.blogspot.com/feeds/115202340839026150/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12787544&amp;postID=115202340839026150' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/115202340839026150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/115202340839026150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://medodeexistir.blogspot.com/2006/07/um-episdio.html' title='Um episódio'/><author><name>paulo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14685416405438114397</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12787544.post-115136710915451751</id><published>2006-06-26T11:45:00.000-12:00</published><updated>2006-06-26T12:11:49.170-12:00</updated><title type='text'>Aurélio Azeitão</title><content type='html'>Aurélio Azeitão supliciava-se constantemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que o pai lhe dissera com ar decidido - Nunca hás de ser nada na vida! - que o seu pequeno cérebro hibernara, todas as ligações neuronais cristalizaram entrando num ciclo infinito de repetição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como qualquer ser humano reagiu a este acontecimento contrariando-o. Julgou tornar-se um membro activo do Opus Dei como caminho para a sua libertação e dos pecados deste mundo, isto enquanto esperava pelo outro, onde julgava pudesse ser livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esforçava-se por entender o mundo, tomava decisões muito acertadas mas sem que se perceba porquê. Conquistou todos os lugares a que se propôs aceder, sem perceber como ou sequer se preocupar com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as noites era açoitado e punido com introduções anais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Azeitão tinha-se inscrito por engano no opus gay, mas continuava a usar o cilício para se mortificar como tinha lido num artigo intitulado "Opus Dei, caminho para a libertação" numa edição antiga do Readers Digest.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência e não voltará a acontecer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12787544-115136710915451751?l=medodeexistir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://medodeexistir.blogspot.com/feeds/115136710915451751/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12787544&amp;postID=115136710915451751' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/115136710915451751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/115136710915451751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://medodeexistir.blogspot.com/2006/06/aurlio-azeito.html' title='Aurélio Azeitão'/><author><name>Fernando</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_UAPvfyIgvQA/SNtfXefjmvI/AAAAAAAAAAM/JLUQM0bAXwo/S220/Autor_Cinza.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12787544.post-115067230198094959</id><published>2006-06-18T11:01:00.000-12:00</published><updated>2006-06-18T11:11:41.993-12:00</updated><title type='text'>Pós de 25 de Abril</title><content type='html'>Lembro um episódio que devia ser de um filme, e é do meu filme.&lt;br /&gt;Perto do, agora relíquia, pavilhão dos desportos de Lisboa.&lt;br /&gt;Num dia feriado de comemoração revolucionária.&lt;br /&gt;Um pequeno sujeito de farto bigode, vendia.&lt;br /&gt;Água da fonte, cedendo o copo por tuta e meia.&lt;br /&gt;Fazendo sua a coisa de todos.&lt;br /&gt;A isto juntar, pastilhas de vidro azuis, lenços na cabeça, ambiente de festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim a minha primeira lição de liberdade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12787544-115067230198094959?l=medodeexistir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://medodeexistir.blogspot.com/feeds/115067230198094959/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12787544&amp;postID=115067230198094959' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/115067230198094959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/115067230198094959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://medodeexistir.blogspot.com/2006/06/ps-de-25-de-abril.html' title='Pós de 25 de Abril'/><author><name>Fernando</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_UAPvfyIgvQA/SNtfXefjmvI/AAAAAAAAAAM/JLUQM0bAXwo/S220/Autor_Cinza.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12787544.post-114851819963180202</id><published>2006-05-24T12:49:00.000-12:00</published><updated>2006-05-25T09:49:36.773-12:00</updated><title type='text'>Natureza extinta</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5433/183/1600/Img039.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5433/183/320/Img039.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(Qualquer semelhança com a realidade será pura coincidência.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artur levantou-se após várias tentativas de o acordar feitas pela mulher, que acabou por lhe atirar com um sapato para cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entreabrindo os olhos escorregou para o chão e arrastou-se até à cozinha balbuciando frases incompletas aos filhos que encontrava pelo caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Grumblsssshh...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abriu o frigorífico, carregadinho de tachos com restos de comida, para retirar um pacote de sumo de laranja de rua e um pedaço de queijo de cão, da serra da estrela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ligou o rádio na esperança de camuflar o zumbido constante que há meses se tinha instalado algures no seu sistema auditivo. Não tinha créditos para uma revisão e o zumbido ajudava-o a isolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Congeminava a avaliação da próxima travessia do Transatejo (Trancão, Tejo e Sado, ver mapa 1).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava com alguma dificuldade em decidir o método de avaliar os impactos genéticos provenientes da utilização da teia de aranha de baleia do Tejo no tubo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos anos tinham desaparecido alguns cargueiros, sendo avistadas nas proximidades sardinhas tecelãs do golfo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo utilizando o recente sistema de navegação de rastreamento por ronaldões-polarizados, comum à união asio-afro-europeia, não havia registos suficientes para concluir alguma coisa de concreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suspeitava da organização que ganhara o concurso público-interregional. O preço proposto estava muito acima do preço base. No entanto, a argumentação tinha sido aceite, após longos anos de negociação às custas da autoridade metaurbana da Zibreira-Gozondeira, capital da comunidade ultra-urbana do vale do Trancão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A equipa de negociação era liderada pelo antigo ministro, ex-presidente da prevenção fluviária, actual acessor do mistério das obras impolutas. Só em custas de acessoria tinham gasto mais de 20 milhões de euro-asiáticos, não havia memória de outra coisa assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez tenha sido apagada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após alguns golos de sumo decidi-me pelo pior. Já há muito tempo que ansiava por uma coisa assim, peguei no mata moscas e esmaguei a aranha que descia à minha frente presa por um fio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12787544-114851819963180202?l=medodeexistir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://medodeexistir.blogspot.com/feeds/114851819963180202/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12787544&amp;postID=114851819963180202' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/114851819963180202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/114851819963180202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://medodeexistir.blogspot.com/2006/05/natureza-extinta.html' title='Natureza extinta'/><author><name>Fernando</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_UAPvfyIgvQA/SNtfXefjmvI/AAAAAAAAAAM/JLUQM0bAXwo/S220/Autor_Cinza.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12787544.post-114829709908925332</id><published>2006-05-21T23:21:00.000-12:00</published><updated>2006-05-21T23:24:59.103-12:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7961/210/1600/rosas.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7961/210/320/rosas.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Edições Bandalheira&lt;/span&gt; # 1 By Assento da Sanita, O Fotógrafo. Esperamos um chorudo contrato com as Edições Paulistas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12787544-114829709908925332?l=medodeexistir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://medodeexistir.blogspot.com/feeds/114829709908925332/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12787544&amp;postID=114829709908925332' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/114829709908925332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/114829709908925332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://medodeexistir.blogspot.com/2006/05/edies-bandalheira-1-by-assento-da.html' title=''/><author><name>Assento da Sanita</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_4dy72JVf0Kk/TMk3kIkJa8I/AAAAAAAAAPo/E1GYjV0R-io/S220/Dirty-Toilet-1516788.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12787544.post-114764477951791539</id><published>2006-05-14T10:07:00.000-12:00</published><updated>2006-05-14T10:12:59.516-12:00</updated><title type='text'>ganda nuvem</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6266/1099/1600/cloud.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6266/1099/320/cloud.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12787544-114764477951791539?l=medodeexistir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://medodeexistir.blogspot.com/feeds/114764477951791539/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12787544&amp;postID=114764477951791539' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/114764477951791539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/114764477951791539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://medodeexistir.blogspot.com/2006/05/ganda-nuvem.html' title='ganda nuvem'/><author><name>paulo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14685416405438114397</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12787544.post-114734864090791548</id><published>2006-05-10T23:54:00.000-12:00</published><updated>2006-05-10T23:57:20.920-12:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6266/1099/1600/c%3F%3Fozicho.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6266/1099/320/c%3F%3Fozicho.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12787544-114734864090791548?l=medodeexistir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://medodeexistir.blogspot.com/feeds/114734864090791548/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12787544&amp;postID=114734864090791548' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/114734864090791548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/114734864090791548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://medodeexistir.blogspot.com/2006/05/blog-post.html' title=''/><author><name>paulo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14685416405438114397</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12787544.post-113992479956977003</id><published>2006-02-14T01:34:00.000-12:00</published><updated>2006-02-14T01:46:39.593-12:00</updated><title type='text'>Ó cumfilhadaputa!</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5433/183/1600/Img032.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5433/183/400/Img032.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não querem lá saber que os vidros despareceram.&lt;br /&gt;Sou um exemplo de cidadania, será que já posso furar os pneus de quem estaciona em cima do passeio?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12787544-113992479956977003?l=medodeexistir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://medodeexistir.blogspot.com/feeds/113992479956977003/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12787544&amp;postID=113992479956977003' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/113992479956977003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/113992479956977003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://medodeexistir.blogspot.com/2006/02/cumfilhadaputa.html' title='Ó cumfilhadaputa!'/><author><name>Fernando</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_UAPvfyIgvQA/SNtfXefjmvI/AAAAAAAAAAM/JLUQM0bAXwo/S220/Autor_Cinza.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12787544.post-113447515103751013</id><published>2005-12-12T23:11:00.000-12:00</published><updated>2005-12-13T00:07:23.036-12:00</updated><title type='text'>sem medo de existir</title><content type='html'>&lt;img src="http://teatro.lospettacolo.it/gallery/harold%20pinter(1).jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coisa começou com o ter ouvido uns comentários ali, uns comentários acolá, sobre o Harold Pinter. O nome nem me dizia nada por aí além havendo apenas dois factos a salientar: o primeiro é o de que alguns nomes se confundem na minha cabeça, mesmo nada tendo a ver uns com os outros, tipo Mafalda e Patricía, assim ditos ao longe soam ao mesmo, a vocês não? Bom, na mesma linha o nome Harold Pinter e Thomas Pynchon (tem um livro fantástico chamado V. e não dá entrevistas há muitos anos não se sabendo mesmo qual a aparência que tem hoje em dia porque também não se deixa fotografar) soavam-me ao mesmo. Não que se ouça falar muito do segundo. Mas do primeiro sim e isso tem a ver com o outro facto: os Artistas Unidos, companhia teatral da nossa praça, não raro leva a cena coisas dele. Por aqui nada a assinalar. À parte o Jorge Silva Melo, que estimo e admiro, sobretudo pela escrita e grande cultura, nada neles me atrai. Não consigo dissociar as pessoas daquilo que encenam, sobretudo se as tiver conhecido antes de ver o trabalho.&lt;br /&gt;Vou atalhar porque não me quero dispersar... muito. Coube-nos agora em sorte ter sido o Harold Pinter a ganhar o Nobel da literatura. Boa, pensei eu. Nos últimos anos, que eu me lembre pelos menos duas vezes nos últimos três anos, galardoaram um dramaturgo, o que para mim é sinal de que estão a premiar a representações da realidade. Um dramaturgo vai mais longe do que um romancista, certo? Não só cria as personagens como também lhes dá vida, dá-lhes um palco onde as coisas acontecem como aqui com a diferença de que estão ali. Aquele espaço que vai da folha de papel ao espaço maior da imaginação fica reduzido, ou depurado das impurezas e vieses do nosso pensamento, ao passo que numa sala de teatro estamos ali, frente a frente com a personagem criada por alguém de carne e osso, o pensamento vem depois, quando já é tarde. Há coisas que nos podem acertar em cheio e não há remédio para isso.&lt;br /&gt;Eu acho que foi isso que o Harold Pinter quis com o discurso de aceitação do galardão. Dizer aquilo que pensa sobre os americanos e a ordem mundial. Acertar em cheio em alguma coisa. E acerta, mesmo que o possamos acusar de ser isto ou aquilo, de ser louco, de estar completamente errado e de a sua visão ser estreita face à realidade do planeta. O que é que isso interessa? Merece menos atenção por causa disso?&lt;br /&gt;Aquilo que de facto me fez querer ler o discurso foi ter lido no jornal que ele tinha desferido um ataque feroz aos EUA em plena cerimónia dos Nobel. Foi o ter lido que alguma imprensa, nomeadamente a sueca, afirmou posteriormente que ele deveria estar doente e sobre o efeito de medicamentos quando produziu tal discurso e ataque. Foi a diferença. O ter sentido que ali havia qualquer coisa que merecia ser um pouco mais analisada, formar a minha própria opinião.&lt;br /&gt;Nos meus tempos de estudante de psicologia li um livro que se chama "Esquizofrenia - modos de ver" (o título não está totalmente correcto, mas é um conjunto de textos que abordam a esquizofrenia e as várias formas de a ver e de como a sociedade vê a loucura - leia-se - os esquizofrénicos). Às páginas tantas do tal livro lê-se que a loucura é um construto social e como tal, e não raras vezes, o rótulo de louco é imposto ao indíviduo inadaptado às condições em que vive, ou da sociedade em que vive. Com isto tentam impôr-se ao indivíduo restrições, máculas que posteriomente o desabilitam de desempenhar um papel "capaz" na sociedade. Ora sabemos que são poucos aqueles que têm os destinos das nações nas mãos. Que são poucos os "opinion makers" que de facto influenciam o nosso modo de ver e viver. Por isso acho admirável que este "ataque", frontal e incisivo seja feito por alguém que já tendo vivido e visto muito, ainda assim não se subjugou a uma "ordem" que lhe impõe restrições ao modo de pensar e sentir o mundo em que vive. Alguém sem medo de existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Harold Pinter – Nobel Lecture&lt;br /&gt;Art, Truth &amp; Politics&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In 1958 I wrote the following:&lt;br /&gt;'There are no hard distinctions between what is real and what is unreal, nor between what is true and what is false. A thing is not necessarily either true or false; it can be both true and false.'&lt;br /&gt;I believe that these assertions still make sense and do still apply to the exploration of reality through art. So as a writer I stand by them but as a citizen I cannot. As a citizen I must ask: What is true? What is false?&lt;br /&gt;Truth in drama is forever elusive. You never quite find it but the search for it is compulsive. The search is clearly what drives the endeavour. The search is your task. More often than not you stumble upon the truth in the dark, colliding with it or just glimpsing an image or a shape which seems to correspond to the truth, often without realising that you have done so. But the real truth is that there never is any such thing as one truth to be found in dramatic art. There are many. These truths challenge each other, recoil from each other, reflect each other, ignore each other, tease each other, are blind to each other. Sometimes you feel you have the truth of a moment in your hand, then it slips through your fingers and is lost.&lt;br /&gt;I have often been asked how my plays come about. I cannot say. Nor can I ever sum up my plays, except to say that this is what happened. That is what they said. That is what they did.&lt;br /&gt;Most of the plays are engendered by a line, a word or an image. The given word is often shortly followed by the image. I shall give two examples of two lines which came right out of the blue into my head, followed by an image, followed by me.&lt;br /&gt;The plays are The Homecoming and Old Times. The first line of The Homecoming is 'What have you done with the scissors?' The first line of Old Times is 'Dark.'&lt;br /&gt;In each case I had no further information.&lt;br /&gt;In the first case someone was obviously looking for a pair of scissors and was demanding their whereabouts of someone else he suspected had probably stolen them. But I somehow knew that the person addressed didn't give a damn about the scissors or about the questioner either, for that matter.&lt;br /&gt;'Dark' I took to be a description of someone's hair, the hair of a woman, and was the answer to a question. In each case I found myself compelled to pursue the matter. This happened visually, a very slow fade, through shadow into light.&lt;br /&gt;I always start a play by calling the characters A, B and C.&lt;br /&gt;In the play that became The Homecoming I saw a man enter a stark room and ask his question of a younger man sitting on an ugly sofa reading a racing paper. I somehow suspected that A was a father and that B was his son, but I had no proof. This was however confirmed a short time later when B (later to become Lenny) says to A (later to become Max), 'Dad, do you mind if I change the subject? I want to ask you something. The dinner we had before, what was the name of it? What do you call it? Why don't you buy a dog? You're a dog cook. Honest. You think you're cooking for a lot of dogs.' So since B calls A 'Dad' it seemed to me reasonable to assume that they were father and son. A was also clearly the cook and his cooking did not seem to be held in high regard. Did this mean that there was no mother? I didn't know. But, as I told myself at the time, our beginnings never know our ends.&lt;br /&gt;'Dark.' A large window. Evening sky. A man, A (later to become Deeley), and a woman, B (later to become Kate), sitting with drinks. 'Fat or thin?' the man asks. Who are they talking about? But I then see, standing at the window, a woman, C (later to become Anna), in another condition of light, her back to them, her hair dark.&lt;br /&gt;It's a strange moment, the moment of creating characters who up to that moment have had no existence. What follows is fitful, uncertain, even hallucinatory, although sometimes it can be an unstoppable avalanche. The author's position is an odd one. In a sense he is not welcomed by the characters. The characters resist him, they are not easy to live with, they are impossible to define. You certainly can't dictate to them. To a certain extent you play a never-ending game with them, cat and mouse, blind man's buff, hide and seek. But finally you find that you have people of flesh and blood on your hands, people with will and an individual sensibility of their own, made out of component parts you are unable to change, manipulate or distort.&lt;br /&gt;So language in art remains a highly ambiguous transaction, a quicksand, a trampoline, a frozen pool which might give way under you, the author, at any time.&lt;br /&gt;But as I have said, the search for the truth can never stop. It cannot be adjourned, it cannot be postponed. It has to be faced, right there, on the spot.&lt;br /&gt;Political theatre presents an entirely different set of problems. Sermonising has to be avoided at all cost. Objectivity is essential. The characters must be allowed to breathe their own air. The author cannot confine and constrict them to satisfy his own taste or disposition or prejudice. He must be prepared to approach them from a variety of angles, from a full and uninhibited range of perspectives, take them by surprise, perhaps, occasionally, but nevertheless give them the freedom to go which way they will. This does not always work. And political satire, of course, adheres to none of these precepts, in fact does precisely the opposite, which is its proper function.&lt;br /&gt;In my play The Birthday Party I think I allow a whole range of options to operate in a dense forest of possibility before finally focussing on an act of subjugation.&lt;br /&gt;Mountain Language pretends to no such range of operation. It remains brutal, short and ugly. But the soldiers in the play do get some fun out of it. One sometimes forgets that torturers become easily bored. They need a bit of a laugh to keep their spirits up. This has been confirmed of course by the events at Abu Ghraib in Baghdad. Mountain Language lasts only 20 minutes, but it could go on for hour after hour, on and on and on, the same pattern repeated over and over again, on and on, hour after hour.&lt;br /&gt;Ashes to Ashes, on the other hand, seems to me to be taking place under water. A drowning woman, her hand reaching up through the waves, dropping down out of sight, reaching for others, but finding nobody there, either above or under the water, finding only shadows, reflections, floating; the woman a lost figure in a drowning landscape, a woman unable to escape the doom that seemed to belong only to others.&lt;br /&gt;But as they died, she must die too.&lt;br /&gt;Political language, as used by politicians, does not venture into any of this territory since the majority of politicians, on the evidence available to us, are interested not in truth but in power and in the maintenance of that power. To maintain that power it is essential that people remain in ignorance, that they live in ignorance of the truth, even the truth of their own lives. What surrounds us therefore is a vast tapestry of lies, upon which we feed.&lt;br /&gt;As every single person here knows, the justification for the invasion of Iraq was that Saddam Hussein possessed a highly dangerous body of weapons of mass destruction, some of which could be fired in 45 minutes, bringing about appalling devastation. We were assured that was true. It was not true. We were told that Iraq had a relationship with Al Quaeda and shared responsibility for the atrocity in New York of September 11th 2001. We were assured that this was true. It was not true. We were told that Iraq threatened the security of the world. We were assured it was true. It was not true.&lt;br /&gt;The truth is something entirely different. The truth is to do with how the United States understands its role in the world and how it chooses to embody it.&lt;br /&gt;But before I come back to the present I would like to look at the recent past, by which I mean United States foreign policy since the end of the Second World War. I believe it is obligatory upon us to subject this period to at least some kind of even limited scrutiny, which is all that time will allow here.&lt;br /&gt;Everyone knows what happened in the Soviet Union and throughout Eastern Europe during the post-war period: the systematic brutality, the widespread atrocities, the ruthless suppression of independent thought. All this has been fully documented and verified.&lt;br /&gt;But my contention here is that the US crimes in the same period have only been superficially recorded, let alone documented, let alone acknowledged, let alone recognised as crimes at all. I believe this must be addressed and that the truth has considerable bearing on where the world stands now. Although constrained, to a certain extent, by the existence of the Soviet Union, the United States' actions throughout the world made it clear that it had concluded it had carte blanche to do what it liked.&lt;br /&gt;Direct invasion of a sovereign state has never in fact been America's favoured method. In the main, it has preferred what it has described as 'low intensity conflict'. Low intensity conflict means that thousands of people die but slower than if you dropped a bomb on them in one fell swoop. It means that you infect the heart of the country, that you establish a malignant growth and watch the gangrene bloom. When the populace has been subdued – or beaten to death – the same thing – and your own friends, the military and the great corporations, sit comfortably in power, you go before the camera and say that democracy has prevailed. This was a commonplace in US foreign policy in the years to which I refer.&lt;br /&gt;The tragedy of Nicaragua was a highly significant case. I choose to offer it here as a potent example of America's view of its role in the world, both then and now.&lt;br /&gt;I was present at a meeting at the US embassy in London in the late 1980s.&lt;br /&gt;The United States Congress was about to decide whether to give more money to the Contras in their campaign against the state of Nicaragua. I was a member of a delegation speaking on behalf of Nicaragua but the most important member of this delegation was a Father John Metcalf. The leader of the US body was Raymond Seitz (then number two to the ambassador, later ambassador himself). Father Metcalf said: 'Sir, I am in charge of a parish in the north of Nicaragua. My parishioners built a school, a health centre, a cultural centre. We have lived in peace. A few months ago a Contra force attacked the parish. They destroyed everything: the school, the health centre, the cultural centre. They raped nurses and teachers, slaughtered doctors, in the most brutal manner. They behaved like savages. Please demand that the US government withdraw its support from this shocking terrorist activity.'&lt;br /&gt;Raymond Seitz had a very good reputation as a rational, responsible and highly sophisticated man. He was greatly respected in diplomatic circles. He listened, paused and then spoke with some gravity. 'Father,' he said, 'let me tell you something. In war, innocent people always suffer.' There was a frozen silence. We stared at him. He did not flinch.&lt;br /&gt;Innocent people, indeed, always suffer.&lt;br /&gt;Finally somebody said: 'But in this case “innocent people” were the victims of a gruesome atrocity subsidised by your government, one among many. If Congress allows the Contras more money further atrocities of this kind will take place. Is this not the case? Is your government not therefore guilty of supporting acts of murder and destruction upon the citizens of a sovereign state?'&lt;br /&gt;Seitz was imperturbable. 'I don't agree that the facts as presented support your assertions,' he said.&lt;br /&gt;As we were leaving the Embassy a US aide told me that he enjoyed my plays. I did not reply.&lt;br /&gt;I should remind you that at the time President Reagan made the following statement: 'The Contras are the moral equivalent of our Founding Fathers.'&lt;br /&gt;The United States supported the brutal Somoza dictatorship in Nicaragua for over 40 years. The Nicaraguan people, led by the Sandinistas, overthrew this regime in 1979, a breathtaking popular revolution.&lt;br /&gt;The Sandinistas weren't perfect. They possessed their fair share of arrogance and their political philosophy contained a number of contradictory elements. But they were intelligent, rational and civilised. They set out to establish a stable, decent, pluralistic society. The death penalty was abolished. Hundreds of thousands of poverty-stricken peasants were brought back from the dead. Over 100,000 families were given title to land. Two thousand schools were built. A quite remarkable literacy campaign reduced illiteracy in the country to less than one seventh. Free education was established and a free health service. Infant mortality was reduced by a third. Polio was eradicated.&lt;br /&gt;The United States denounced these achievements as Marxist/Leninist subversion. In the view of the US government, a dangerous example was being set. If Nicaragua was allowed to establish basic norms of social and economic justice, if it was allowed to raise the standards of health care and education and achieve social unity and national self respect, neighbouring countries would ask the same questions and do the same things. There was of course at the time fierce resistance to the status quo in El Salvador.&lt;br /&gt;I spoke earlier about 'a tapestry of lies' which surrounds us. President Reagan commonly described Nicaragua as a 'totalitarian dungeon'. This was taken generally by the media, and certainly by the British government, as accurate and fair comment. But there was in fact no record of death squads under the Sandinista government. There was no record of torture. There was no record of systematic or official military brutality. No priests were ever murdered in Nicaragua. There were in fact three priests in the government, two Jesuits and a Maryknoll missionary. The totalitarian dungeons were actually next door, in El Salvador and Guatemala. The United States had brought down the democratically elected government of Guatemala in 1954 and it is estimated that over 200,000 people had been victims of successive military dictatorships.&lt;br /&gt;Six of the most distinguished Jesuits in the world were viciously murdered at the Central American University in San Salvador in 1989 by a battalion of the Alcatl regiment trained at Fort Benning, Georgia, USA. That extremely brave man Archbishop Romero was assassinated while saying mass. It is estimated that 75,000 people died. Why were they killed? They were killed because they believed a better life was possible and should be achieved. That belief immediately qualified them as communists. They died because they dared to question the status quo, the endless plateau of poverty, disease, degradation and oppression, which had been their birthright.&lt;br /&gt;The United States finally brought down the Sandinista government. It took some years and considerable resistance but relentless economic persecution and 30,000 dead finally undermined the spirit of the Nicaraguan people. They were exhausted and poverty stricken once again. The casinos moved back into the country. Free health and free education were over. Big business returned with a vengeance. 'Democracy' had prevailed.&lt;br /&gt;But this 'policy' was by no means restricted to Central America. It was conducted throughout the world. It was never-ending. And it is as if it never happened.&lt;br /&gt;The United States supported and in many cases engendered every right wing military dictatorship in the world after the end of the Second World War. I refer to Indonesia, Greece, Uruguay, Brazil, Paraguay, Haiti, Turkey, the Philippines, Guatemala, El Salvador, and, of course, Chile. The horror the United States inflicted upon Chile in 1973 can never be purged and can never be forgiven.&lt;br /&gt;Hundreds of thousands of deaths took place throughout these countries. Did they take place? And are they in all cases attributable to US foreign policy? The answer is yes they did take place and they are attributable to American foreign policy. But you wouldn't know it.&lt;br /&gt;It never happened. Nothing ever happened. Even while it was happening it wasn't happening. It didn't matter. It was of no interest. The crimes of the United States have been systematic, constant, vicious, remorseless, but very few people have actually talked about them. You have to hand it to America. It has exercised a quite clinical manipulation of power worldwide while masquerading as a force for universal good. It's a brilliant, even witty, highly successful act of hypnosis.&lt;br /&gt;I put to you that the United States is without doubt the greatest show on the road. Brutal, indifferent, scornful and ruthless it may be but it is also very clever. As a salesman it is out on its own and its most saleable commodity is self love. It's a winner. Listen to all American presidents on television say the words, 'the American people', as in the sentence, 'I say to the American people it is time to pray and to defend the rights of the American people and I ask the American people to trust their president in the action he is about to take on behalf of the American people.'&lt;br /&gt;It's a scintillating stratagem. Language is actually employed to keep thought at bay. The words 'the American people' provide a truly voluptuous cushion of reassurance. You don't need to think. Just lie back on the cushion. The cushion may be suffocating your intelligence and your critical faculties but it's very comfortable. This does not apply of course to the 40 million people living below the poverty line and the 2 million men and women imprisoned in the vast gulag of prisons, which extends across the US.&lt;br /&gt;The United States no longer bothers about low intensity conflict. It no longer sees any point in being reticent or even devious. It puts its cards on the table without fear or favour. It quite simply doesn't give a damn about the United Nations, international law or critical dissent, which it regards as impotent and irrelevant. It also has its own bleating little lamb tagging behind it on a lead, the pathetic and supine Great Britain.&lt;br /&gt;What has happened to our moral sensibility? Did we ever have any? What do these words mean? Do they refer to a term very rarely employed these days – conscience? A conscience to do not only with our own acts but to do with our shared responsibility in the acts of others? Is all this dead? Look at Guantanamo Bay. Hundreds of people detained without charge for over three years, with no legal representation or due process, technically detained forever. This totally illegitimate structure is maintained in defiance of the Geneva Convention. It is not only tolerated but hardly thought about by what's called the 'international community'. This criminal outrage is being committed by a country, which declares itself to be 'the leader of the free world'. Do we think about the inhabitants of Guantanamo Bay? What does the media say about them? They pop up occasionally – a small item on page six. They have been consigned to a no man's land from which indeed they may never return. At present many are on hunger strike, being force-fed, including British residents. No niceties in these force-feeding procedures. No sedative or anaesthetic. Just a tube stuck up your nose and into your throat. You vomit blood. This is torture. What has the British Foreign Secretary said about this? Nothing. What has the British Prime Minister said about this? Nothing. Why not? Because the United States has said: to criticise our conduct in Guantanamo Bay constitutes an unfriendly act. You're either with us or against us. So Blair shuts up.&lt;br /&gt;The invasion of Iraq was a bandit act, an act of blatant state terrorism, demonstrating absolute contempt for the concept of international law. The invasion was an arbitrary military action inspired by a series of lies upon lies and gross manipulation of the media and therefore of the public; an act intended to consolidate American military and economic control of the Middle East masquerading – as a last resort – all other justifications having failed to justify themselves – as liberation. A formidable assertion of military force responsible for the death and mutilation of thousands and thousands of innocent people.&lt;br /&gt;We have brought torture, cluster bombs, depleted uranium, innumerable acts of random murder, misery, degradation and death to the Iraqi people and call it 'bringing freedom and democracy to the Middle East'.&lt;br /&gt;How many people do you have to kill before you qualify to be described as a mass murderer and a war criminal? One hundred thousand? More than enough, I would have thought. Therefore it is just that Bush and Blair be arraigned before the International Criminal Court of Justice. But Bush has been clever. He has not ratified the International Criminal Court of Justice. Therefore if any American soldier or for that matter politician finds himself in the dock Bush has warned that he will send in the marines. But Tony Blair has ratified the Court and is therefore available for prosecution. We can let the Court have his address if they're interested. It is Number 10, Downing Street, London.&lt;br /&gt;Death in this context is irrelevant. Both Bush and Blair place death well away on the back burner. At least 100,000 Iraqis were killed by American bombs and missiles before the Iraq insurgency began. These people are of no moment. Their deaths don't exist. They are blank. They are not even recorded as being dead. 'We don't do body counts,' said the American general Tommy Franks.&lt;br /&gt;Early in the invasion there was a photograph published on the front page of British newspapers of Tony Blair kissing the cheek of a little Iraqi boy. 'A grateful child,' said the caption. A few days later there was a story and photograph, on an inside page, of another four-year-old boy with no arms. His family had been blown up by a missile. He was the only survivor. 'When do I get my arms back?' he asked. The story was dropped. Well, Tony Blair wasn't holding him in his arms, nor the body of any other mutilated child, nor the body of any bloody corpse. Blood is dirty. It dirties your shirt and tie when you're making a sincere speech on television.&lt;br /&gt;The 2,000 American dead are an embarrassment. They are transported to their graves in the dark. Funerals are unobtrusive, out of harm's way. The mutilated rot in their beds, some for the rest of their lives. So the dead and the mutilated both rot, in different kinds of graves.&lt;br /&gt;Here is an extract from a poem by &lt;a href="http://nobelprize.org/literature/laureates/1971/index.html"&gt;Pablo Neruda&lt;/a&gt;, 'I'm Explaining a Few Things':&lt;br /&gt;And one morning all that was burning,one morning the bonfiresleapt out of the earthdevouring human beingsand from then on fire,gunpowder from then on,and from then on blood.Bandits with planes and Moors,bandits with finger-rings and duchesses,bandits with black friars spattering blessingscame through the sky to kill childrenand the blood of children ran through the streetswithout fuss, like children's blood.&lt;br /&gt;Jackals that the jackals would despisestones that the dry thistle would bite on and spit out,vipers that the vipers would abominate.&lt;br /&gt;Face to face with you I have seen the bloodof Spain tower like a tideto drown you in one waveof pride and knives.&lt;br /&gt;Treacherousgenerals:see my dead house,look at broken Spain:from every house burning metal flowsinstead of flowersfrom every socket of SpainSpain emergesand from every dead child a rifle with eyesand from every crime bullets are bornwhich will one day findthe bull's eye of your hearts.&lt;br /&gt;And you will ask: why doesn't his poetryspeak of dreams and leavesand the great volcanoes of his native land.&lt;br /&gt;Come and see the blood in the streets.Come and seethe blood in the streets.Come and see the bloodin the streets!&lt;a href="http://nobelprize.org/literature/laureates/2005/pinter-lecture-e.html#not"&gt;*&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Let me make it quite clear that in quoting from Neruda's poem I am in no way comparing Republican Spain to Saddam Hussein's Iraq. I quote Neruda because nowhere in contemporary poetry have I read such a powerful visceral description of the bombing of civilians.&lt;br /&gt;I have said earlier that the United States is now totally frank about putting its cards on the table. That is the case. Its official declared policy is now defined as 'full spectrum dominance'. That is not my term, it is theirs. 'Full spectrum dominance' means control of land, sea, air and space and all attendant resources.&lt;br /&gt;The United States now occupies 702 military installations throughout the world in 132 countries, with the honourable exception of Sweden, of course. We don't quite know how they got there but they are there all right.&lt;br /&gt;The United States possesses 8,000 active and operational nuclear warheads. Two thousand are on hair trigger alert, ready to be launched with 15 minutes warning. It is developing new systems of nuclear force, known as bunker busters. The British, ever cooperative, are intending to replace their own nuclear missile, Trident. Who, I wonder, are they aiming at? Osama bin Laden? You? Me? Joe Dokes? China? Paris? Who knows? What we do know is that this infantile insanity – the possession and threatened use of nuclear weapons – is at the heart of present American political philosophy. We must remind ourselves that the United States is on a permanent military footing and shows no sign of relaxing it.&lt;br /&gt;Many thousands, if not millions, of people in the United States itself are demonstrably sickened, shamed and angered by their government's actions, but as things stand they are not a coherent political force – yet. But the anxiety, uncertainty and fear which we can see growing daily in the United States is unlikely to diminish.&lt;br /&gt;I know that President Bush has many extremely competent speech writers but I would like to volunteer for the job myself. I propose the following short address which he can make on television to the nation. I see him grave, hair carefully combed, serious, winning, sincere, often beguiling, sometimes employing a wry smile, curiously attractive, a man's man.&lt;br /&gt;'God is good. God is great. God is good. My God is good. Bin Laden's God is bad. His is a bad God. Saddam's God was bad, except he didn't have one. He was a barbarian. We are not barbarians. We don't chop people's heads off. We believe in freedom. So does God. I am not a barbarian. I am the democratically elected leader of a freedom-loving democracy. We are a compassionate society. We give compassionate electrocution and compassionate lethal injection. We are a great nation. I am not a dictator. He is. I am not a barbarian. He is. And he is. They all are. I possess moral authority. You see this fist? This is my moral authority. And don't you forget it.'&lt;br /&gt;A writer's life is a highly vulnerable, almost naked activity. We don't have to weep about that. The writer makes his choice and is stuck with it. But it is true to say that you are open to all the winds, some of them icy indeed. You are out on your own, out on a limb. You find no shelter, no protection – unless you lie – in which case of course you have constructed your own protection and, it could be argued, become a politician.&lt;br /&gt;I have referred to death quite a few times this evening. I shall now quote a poem of my own called 'Death'.&lt;br /&gt;Where was the dead body found?Who found the dead body?Was the dead body dead when found?How was the dead body found?&lt;br /&gt;Who was the dead body?&lt;br /&gt;Who was the father or daughter or brotherOr uncle or sister or mother or sonOf the dead and abandoned body?&lt;br /&gt;Was the body dead when abandoned?Was the body abandoned?By whom had it been abandoned?&lt;br /&gt;Was the dead body naked or dressed for a journey?&lt;br /&gt;What made you declare the dead body dead?Did you declare the dead body dead?How well did you know the dead body?How did you know the dead body was dead?&lt;br /&gt;Did you wash the dead bodyDid you close both its eyesDid you bury the bodyDid you leave it abandonedDid you kiss the dead body&lt;br /&gt;When we look into a mirror we think the image that confronts us is accurate. But move a millimetre and the image changes. We are actually looking at a never-ending range of reflections. But sometimes a writer has to smash the mirror – for it is on the other side of that mirror that the truth stares at us.&lt;br /&gt;I believe that despite the enormous odds which exist, unflinching, unswerving, fierce intellectual determination, as citizens, to define the real truth of our lives and our societies is a crucial obligation which devolves upon us all. It is in fact mandatory.&lt;br /&gt;If such a determination is not embodied in our political vision we have no hope of restoring what is so nearly lost to us – the dignity of man.&lt;br /&gt;&lt;a id="not" name="not"&gt;&lt;/a&gt;* Extract from "I'm Explaining a Few Things" translated by Nathaniel Tarn, from Pablo Neruda: Selected Poems, published by Jonathan Cape, London 1970. Used by permission of The Random House Group Limited.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12787544-113447515103751013?l=medodeexistir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://medodeexistir.blogspot.com/feeds/113447515103751013/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12787544&amp;postID=113447515103751013' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/113447515103751013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/113447515103751013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://medodeexistir.blogspot.com/2005/12/sem-medo-de-existir.html' title='sem medo de existir'/><author><name>paulo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14685416405438114397</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12787544.post-113411932324438537</id><published>2005-12-08T21:08:00.000-12:00</published><updated>2005-12-13T00:30:45.916-12:00</updated><title type='text'>Serei eu um reles bufo?</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5433/183/1600/11-12-2005%2016_34_0003.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5433/183/400/11-12-2005%2016_34_0003.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quando vejo um muro encimado por cacos de vidro imagino logo, alguém com as mãos dilaceradas esvaindo-se em sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade sou um denunciante mas denuncio frontalmente, em meu nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podia directamente interpelar o responsável, não o faço por algumas razões pertinentes, não consigo manter a calma e teria de lhe dizer umas coisas o que poderia correr mal, prefiro promover o regular funcionamento das instituições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação que relato deve ter dezenas de anos e é interessante lá continuar, porque será? É possível que todos achem normal que na proximidade de um jardim público recentemente ornado de relva e de arames pela Junta de Freguesia no dia anterior às autárquicas, frequentado por inúmeras criancinhas, exista um muro coberto de cacos de vidro com arestas cortantes e com um portão de metro e meio aberto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dada a minha faceta Juizada que alguns bem conhecem socorri-me do artº 59º da Lei n.º 2110 de 19 de Agosto de 1961 que refere a proibição da colocação de fragmentos de vidro nos coroamentos dos muros de vedação e relatei o facto à CM de Lisboa através do correio do munícipe no dia 15/11/2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora bem o que me leva a escrever isto é ter recebido hoja às 8.30 da manhã a visita informal do agente da Polícia Municipal que tomou conta da ocorrência para me informar que já tinha ido ver o local e que estava ali uma coisa bonita mas que ainda ia demorar uns tempos ... sabe como é, o proprietário não mora aqui é preciso intimá-o ...ha é só para me informar ... e já não é pouco... muito bem, obrigado e bom dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É curiosa esta coincidência de post, postar e mandar umas postas!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12787544-113411932324438537?l=medodeexistir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://medodeexistir.blogspot.com/feeds/113411932324438537/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12787544&amp;postID=113411932324438537' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/113411932324438537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/113411932324438537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://medodeexistir.blogspot.com/2005/12/serei-eu-um-reles-bufo.html' title='Serei eu um reles bufo?'/><author><name>Fernando</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_UAPvfyIgvQA/SNtfXefjmvI/AAAAAAAAAAM/JLUQM0bAXwo/S220/Autor_Cinza.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12787544.post-113408291020614139</id><published>2005-12-08T10:58:00.000-12:00</published><updated>2005-12-08T11:04:28.520-12:00</updated><title type='text'>Existir, não obrigado.</title><content type='html'>Somos um país de ficção, a legalidade é uma coisa de fugir, é bem melhor estar paralelo, ilegal, não crescer. Com este(s) Pais não conseguimos crescer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se estacionar no local designado para o efeito tenho de pagar se conhecer um bom passeio só corro o risco de alguma cadeira de rodas riscar a pintura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para me estabelecer legalmente são postos obstáculos aparentemente inultrapassáveis, no entanto podem estar 30 prostitutas na via pública originando um movimento equivalente ao de um bar de 200 lugares sem que isso seja um problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo de Lisboa vota em Carmona Rodrigues, um voto para que nada mude, para que tudo fique na mesma, Carmona (não) agirá em conformidade. Na verdade não existiam verdadeiras alternativas. Um advogado que utiliza a sua profissão para exercer a cidadania que a todos devia ser dada, um dandy em autopromoção sem qualquer ideia, um leitor de cassetes ... Isto está mau está mesmo muito mau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não está tempo para se existir, devíamos seguir o exemplo de Saramago, não o que ele diz sobre o voto em branco, mas o que ele fez, sair daqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até podemos ganhar o Nobel!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12787544-113408291020614139?l=medodeexistir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://medodeexistir.blogspot.com/feeds/113408291020614139/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12787544&amp;postID=113408291020614139' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/113408291020614139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/113408291020614139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://medodeexistir.blogspot.com/2005/12/existir-no-obrigado.html' title='Existir, não obrigado.'/><author><name>Fernando</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_UAPvfyIgvQA/SNtfXefjmvI/AAAAAAAAAAM/JLUQM0bAXwo/S220/Autor_Cinza.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12787544.post-113283024891352684</id><published>2005-11-23T22:26:00.000-12:00</published><updated>2005-11-23T23:04:08.926-12:00</updated><title type='text'>Um post para desabafar</title><content type='html'>Em dias como este, em que o sol brilha intensamente, o ar está frio, mas limpo, trocamos saudações simpáticas com aqueles com quem nos cruzámos, devia ser impossível sentirmo-nos tristes, sós, cépticos. Infelizes. Falo no plural mas é uma figura de estilo. É de mim que se trata. Desta vez não é um vazio que se adensou, ou uma angústia inexplicável a grassar em todos os membros; aquela dor difusa no estômago, aquele frio que não é nada e que nos faz abotoar o casaco até cima, mas mesmo assim o frio não sai....&lt;br /&gt;Talvez por isto ache que desta vez é diferente. Será? Bem tenho mais dados sobre a tristeza profunda que teima em não se dissipar. Tenho mais consciência daquilo que posso e daquilo que não posso. Mais consciência também de um limite, ainda que ainda tenha dúvidas sobre se os meus limites são meus ou estão permanentemente no outro. Será errado acreditar? E se acreditamos, devemos acreditar no nosso sentimento ou no do outro, por mais difícil que isso seja? O que é confiar? Acreditar tranquilamente ou encontrar o eco das nossas palavras e o justo retorno das nossas acções? E quando o resultado não nos surpreende, isso significa que estavamos certos ou que há uma realidade (verdade) que não nos é revelada senão na perda; e depois, depois de consumada a perda, perdendo-se o contacto, ficamos sempre no limite das aparências. E essas de que servem?&lt;br /&gt;Às vezes imagino que nunca serei capaz de confiar em alguém a não ser que o outro nunca me decepcione. Será isso possível? Será que é possível encontrar-mos quem não nos desiluda e a quem nos possamos entregar sem medo de essa pessoa quando se vai embora deixar algo de indesejável para trás e levar consigo as partes de nós que só reservamos àqueles que nos querem bem e, dessa maneira, esvaziando-nos? Uma vez encontrei uma pessoa que me disse que no fim de cada relação, aquilo que fica para trás é o negativo-negativo de nós mesmos. Um espécie de bilhete de identidade ao contrário, aquele que nunca damos a ninguém porque não nos conhecemos bem a nós próprios ou porque nos recusamos constantemente a reconhecer as nossas partes más. A propósito de partes más, será que aqueles que amamos ao longo da vida o fazem com consciência de que todos temos partes más, ou só nos amam no sentido e medida em que nós contribuimos para que as suas partes más sejam menos evidentes? Uma outra pessoa dizia-me que todos nós somos utilizadores (usadores) uns dos outros e que nem por isso nos devemos sentir mal, ou desencorajados. Custa a acreditar e a aceitar. A meu ver, mas atenção que estou pronto a &lt;em&gt;aceitar &lt;/em&gt;qualquer outro ponto de vista que me traga maior felicidade, a verdadeira entrega nasce da capacidade de alterar o nosso caminho em função de outro, ou de um valor mais alto. (Não vou entrar por esta coisa dos valores porque então essa é matéria mesmo muito sensível, e ainda tenho um dia de trabalho pela frente.)&lt;br /&gt;O problema mais gravoso nesta fase, para mim, é que não sei a que me hei-de entregar, por amor. E já percebi que me é muito difícil viver bem sem o fazer. A questão da entrega por amor também é bem complexa. Como se processa? Só nos entregamos quando temos retorno, ou existe de facto um amor platónico, ou um amor desinteressado? Quando amamos, estamos a fazê-lo porque o sentimos dentro de nós ou porque esperamos amor de volta? Que devemos pretender com o amar alguém? Acasalar ou pura e simplesmente uma partilha de sentimentos quando não a fisicalidade de um amor? Amar de facto é o quê? A emoção positiva de que gostamos de estar com alguém ou o desapego que nos permite amar tudo e todos, sem entrega a este ou àquele em exclusividade, mas antes a partilha deste sentimento que nos aquece? Queria amar com retorno, todos os dias, nos bons e maus momentos, ter a possibilidade de dizer-te olá de manhã e dorme bem à noite. Fazer as pazes quando estamos chateados por qualquer coisa, ter um plano conjunto. Não ter de pensar tanto se te vou ver hoje ou nunca mais amanhã. Em qualquer dos casos, e como já te disse antes, todo este tempo depurou o meu sentimento por ti e aquilo que sinto é constante. Deve ser por isso que quando me acenas volto, quando me tratas mal, não me vingo, quando sorris eu sorrio, quando estás feliz por estar comigo estou tranquilo.&lt;br /&gt;Hoje penso, cada vez com mais vigor, que este amor é de desapego. Nunca te terei nos meus termos, os conscientes. Aparentemente, só te terei na minha memória, num amor considerado platónico. Que não aquece, não preenche, não completa. Mas ainda me falta tanto para aceitar isto... Baixo os braços deixo de lutar porque a luta agora não pode ser essa. A luta agora é comigo, para perceber o que fiz e não devia ter feito, o que não fiz e devia ter feito, o que fiz mal, o que fiz bem. Agora sou juiz de mim próprio. Não sei se isto custa mais ou menos. Só não queria deixar de te amar, deixar de sentir aquele calor que me vem à memória dos sentidos quando me lembro do teu abraço e do teu sorriso. O que me custa de facto mais é, por outro lado, não saber se alguma vez deixarei de o fazer. Que sentido tem amar assim?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12787544-113283024891352684?l=medodeexistir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/113283024891352684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/113283024891352684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://medodeexistir.blogspot.com/2005/11/um-post-para-desabafar.html' title='Um post para desabafar'/><author><name>paulo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14685416405438114397</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12787544.post-112954481009038490</id><published>2005-10-16T22:25:00.000-12:00</published><updated>2005-10-16T22:26:50.096-12:00</updated><title type='text'>Crash!</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5433/183/1600/Unt12.gif"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5433/183/400/Unt12.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12787544-112954481009038490?l=medodeexistir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://medodeexistir.blogspot.com/feeds/112954481009038490/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12787544&amp;postID=112954481009038490' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/112954481009038490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/112954481009038490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://medodeexistir.blogspot.com/2005/10/crash.html' title='Crash!'/><author><name>Fernando</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_UAPvfyIgvQA/SNtfXefjmvI/AAAAAAAAAAM/JLUQM0bAXwo/S220/Autor_Cinza.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12787544.post-112783269329165303</id><published>2005-09-27T02:49:00.000-12:00</published><updated>2005-09-27T02:51:33.300-12:00</updated><title type='text'>Futuros Presidentes da Junta</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5433/183/1600/19880423.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5433/183/400/19880423.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12787544-112783269329165303?l=medodeexistir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://medodeexistir.blogspot.com/feeds/112783269329165303/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12787544&amp;postID=112783269329165303' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/112783269329165303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/112783269329165303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://medodeexistir.blogspot.com/2005/09/futuros-presidentes-da-junta.html' title='Futuros Presidentes da Junta'/><author><name>Fernando</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_UAPvfyIgvQA/SNtfXefjmvI/AAAAAAAAAAM/JLUQM0bAXwo/S220/Autor_Cinza.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12787544.post-112682756673007566</id><published>2005-09-15T11:35:00.000-12:00</published><updated>2005-09-15T11:41:45.426-12:00</updated><title type='text'>Windwriting</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5433/183/1600/windwriting.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5433/183/400/windwriting.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt; (&lt;a href="http://www.parkeharrison.com/"&gt;http://www.parkeharrison.com/&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12787544-112682756673007566?l=medodeexistir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://medodeexistir.blogspot.com/feeds/112682756673007566/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12787544&amp;postID=112682756673007566' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/112682756673007566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/112682756673007566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://medodeexistir.blogspot.com/2005/09/windwriting.html' title='Windwriting'/><author><name>Fernando</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_UAPvfyIgvQA/SNtfXefjmvI/AAAAAAAAAAM/JLUQM0bAXwo/S220/Autor_Cinza.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12787544.post-112682202765084294</id><published>2005-09-15T10:07:00.000-12:00</published><updated>2005-09-15T10:07:07.663-12:00</updated><title type='text'>Há dias em que não se deve entrar em casa</title><content type='html'>Por ordem inversa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava uma amiga a telefonar-me para saber se podia ser amanhã ... ai, ai, vidros partidos e chapa amolgada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No futuro Jardim de Infância do Miguel, os silos da Trafaria (1)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) ver http://silosdatrafaria.blogspot.com/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os dias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Túnel das Amoreiras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Lombas Sonoras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falta de Cidadania ou o abuso de autoridade&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12787544-112682202765084294?l=medodeexistir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://medodeexistir.blogspot.com/feeds/112682202765084294/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12787544&amp;postID=112682202765084294' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/112682202765084294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/112682202765084294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://medodeexistir.blogspot.com/2005/09/h-dias-em-que-no-se-deve-entrar-em.html' title='Há dias em que não se deve entrar em casa'/><author><name>Fernando</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_UAPvfyIgvQA/SNtfXefjmvI/AAAAAAAAAAM/JLUQM0bAXwo/S220/Autor_Cinza.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12787544.post-112601631984103840</id><published>2005-09-06T15:22:00.000-12:00</published><updated>2005-09-06T02:18:39.846-12:00</updated><title type='text'>6 de Setembro 2005</title><content type='html'>Esta história durou demais. Ou durou o tempo que teve de durar. Durou o tempo de que necessitei para acreditar que eu, de todas as pessoas, aquela que sempre se achou como não merecendo nuns casos, e merecendo, noutros, a sorte ou o azar que fui tendo até aqui, mereço mais. E melhor. Ao longo de todos estes anos, tudo aquilo que ia acontecendo, quase sempre longe de uma expectativa, deixou doce ou amargo atrás de si. Esta história deixou-me nu. É uma mudança grande. Por ser mudança e por ser grande, em relação a todo o meu passado, acolho-a todos os dias, assumindo quem sou, lutando por isso, tentando não fustigar aqueles que me querem bem e que me ajudam, não deixando de mostrar a verdade a todos quantos se vêem apenas e só a si e aos seus hábitos.&lt;br /&gt;Penso eu: se alguém não se desvia um milímetro do seu caminho, como eu o faço, todos os dias, porque razão deverei acreditar? Porque razão devo persistir em algo que me faz mal?Que me enfraquece e entristece?&lt;br /&gt;Outra alteração significativa, e por essa não dou um segundo do meu tempo e sofrimento mal empregues, é a de que pela primeira vez, sei que posso confiar no meu coração. Não é que a minha cabeça me tenha prestado sempre maus serviços, é apenas que dantes nada estava integrado e eu ou era todo coração ou todo cabeça. Hoje em dia já é um pouco diferente. E não são raros os dias em que o meu coração orienta as minhas escolhas e essas, uma por uma, estão correctas, segundo aquelas máximas budistas de "não ofenderás", "não dirás palavras vãs", "não tentarás seduzir a mulher alheia" (esta hoje em dia, e quanto a mim, não faz muito sentido; pelo menos a acreditar que se as pessoas se encontram é porque há uma razão de peso para isso acontecer). O problema é que tantas pessoas, distantes de si, puseram pernas ao caminho sem saberem o que é que de facto queriam da vida. Agora arrependem-se. Uns, os mais sérios, buscam novo caminho, à custa de dor e sofrimento, angústia e solidão, por saberem que depois da tempestade virá a bonança; outros, os mais pobres, avançam e recuam, enganam e enganam-se, vivem alheados e alheadamente daquilo que nos pode fazer melhores. A capacidade de amar. De escutar o coração. De por ele fazer cruzadas. A capacidade de matar o velho e acolher o novo. Tanto uns como outros são dignos de respeito. Tanto uns como outros fazem parte do nosso caminho. Sei-o hoje e já não estou contra ninguém. Estou ciente do meu caminho, é só isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12787544-112601631984103840?l=medodeexistir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://medodeexistir.blogspot.com/feeds/112601631984103840/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12787544&amp;postID=112601631984103840' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/112601631984103840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/112601631984103840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://medodeexistir.blogspot.com/2005/09/6-de-setembro-2005.html' title='6 de Setembro 2005'/><author><name>paulo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14685416405438114397</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12787544.post-112506321701872238</id><published>2005-08-26T14:39:00.000-12:00</published><updated>2005-08-26T01:33:37.026-12:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>(...)parece-me que os Homens ignoram a força de Eros; se conhecessem construir-lhe-iam templos grandiosos e altares, far-lhe-iam sacrifícios sumptuosos; para já nada de tal em sua honra, quando isso é que seria preciso. Ele é, de todos os deuses, o mais filantropo, o protector dos humanos e médico de males que, se fossem curados, resultaria daí a mais perfeita felicidade para a raça dos homens. Tentarei, portanto, expor-vos a sua força e em seguida ensina-la-eis aos outros. Mas devo, em primeiro lugar, falar-vos da natureza humana e das suas paixões. Com efeito, a nossa natureza original não era o que é hoje, longe disso. A princípio havia três géneros entre os Homens e não dois como hoje, o masculino e o feminino; um terceiro era composto dos outros dois: o seu nome subsistiu, mas a coisa desapareceu: então, o real andrógino, espécie e nome, reunia num único ser o príncipio macho e fêmea; agora já não é assim e só o nome ficou como uma injúria. (...)(...) Como disse, tinham uma forma esférica e deslocavam-se circularmente, de acordo com a sua origem; daí derivam também a sua força terrível e o seu vigor. Tendo então concebido soberbos pensamentos , empreenderam (...) subir até ao céu para atacar os divinos. Então, Zeus e os outros deuses deliberaram sobre o castigo a inflingir-lhes. (...) Depois de uma penosa decisão, Júpiter dá finalmente a sua opinião: "Creio que há um meio para que continue a haver homens e para que, tornados menos fortes, estes fiquem libertos do seu desrespeito; vou cortar cada um deles em dois, ficarão mais fracos e, ao mesmo tempo, aumentando o seu número, ser-nos-ão mais úteis, dois membros bastar-lhes-ão para caminhar; e, se reincidirem na imprudência, cortá-los-ei de novo em dois, de modo que terão de andar de pé-coxinho." (...)Uma vez realizada esta divisão da natureza primitiva, eis que cada metade, desejando a outra a procurava; e os pares, estendendo os braços, agarrando-se no desejo de se reunirem, morriam de fome e também de perguiça, porquanto não queriam fazer nada no seu estado de separação. Quando uma metade perecia, a segunda, abandonada, procurava outra a quem se agarrar, quer fosse uma metade mulher completa, quer a metade de uma homem, e a raça extinguia-se assim. Compadecido, Zeus imagina então um meio: desloca os seus sexos para frante - até aí tinha-os atrás, procriando-se e reproduzindo-se não uns graças a outros, mas na terra, como fazem as cigarras. (...) De facto, é desde então que o amor mútuo é inato aos homens, que recompõe a sua natureza primitiva, procura restituir a um a partir do dois e curar essa natureza humana ferida. Cada um de nós é, portanto, como um sinal de reconhecimento, a metade de uma peça, visto que nos cortaram, como solhas, em duas partes; e cada uma vai procurando a outra metade da sua peça (...)Assim, quando os amantes (...) descobriram precisamente a metade que é a sua, é admirável como são emplogados pela ternura, o sentimento de parentesco e o amor; já não consentem em dividir-se um do outro, por assim dizer, um momento que seja. E estes são os que ficam juntos até ao fim da vida e que nem sequer conseguiriam definir o que esperam um do outro! É inverosímil que o prazer físico explique o seu vivo desejo de estarem juntos: é evidente que as suas almas desejam outra coisa, mas não podem dizer, mas que pressentem e insinuam. (...) " O vosso desejo não é assimilar-vos um ao outro tanto quanto possível e não vos deixardes nem de noite nem de dia? Se é isso que quereis, também eu quero fundir-vos, ligar-vos um ao outro e dos dois que sois fazer um só: assim, enquanto viverdes, será como um único ser, com uma vida comum, e quando morrerdes, mesmo no Hades não sereis dois mortos, mas uma única sombra. Reflecti se é esse o vosso amor e se este futuro vos satisfaz..."(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Platão, in Banquete&lt;br /&gt;(texto retirado dos comments e da iniciativa da Teresa)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12787544-112506321701872238?l=medodeexistir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://medodeexistir.blogspot.com/feeds/112506321701872238/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12787544&amp;postID=112506321701872238' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/112506321701872238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/112506321701872238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://medodeexistir.blogspot.com/2005/08/blog-post.html' title=''/><author><name>paulo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14685416405438114397</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12787544.post-112118238507374531</id><published>2005-07-12T16:30:00.000-12:00</published><updated>2005-07-12T03:33:05.076-12:00</updated><title type='text'>sem tempo, sem data, sem fim....</title><content type='html'>Todos aqueles que ao longo das noites se amam e se enlaçam numa volúpia embaladora, realizam obra séria, acumulam docura, gravidade e força para o canto daquele poeta que, um dia, surgirá e cantará inexprimíveis felicidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;rainer maria rilke&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12787544-112118238507374531?l=medodeexistir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://medodeexistir.blogspot.com/feeds/112118238507374531/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12787544&amp;postID=112118238507374531' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/112118238507374531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/112118238507374531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://medodeexistir.blogspot.com/2005/07/sem-tempo-sem-data-sem-fim.html' title='sem tempo, sem data, sem fim....'/><author><name>paulo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14685416405438114397</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12787544.post-111995602708941913</id><published>2005-06-28T11:55:00.000-12:00</published><updated>2005-06-27T22:53:47.096-12:00</updated><title type='text'>...there's a moon over Bourbon Street tonight...</title><content type='html'>(...) First of all, love is a joint experience between two persons - but the fact that it is a joint experience does not mean that it is a similar experience to the two people involved. There are the lover and the beloved, but these two come from different countries. Often the beloved is only a stimulus for all the stored-up love which has lain quiet within the lover for a long time hitherto.. And somehow every lover knows this. He feels in his soul that his love is a solitary thing. He comes to know a new, strange loneliness and it is this knowledge which makes him suffer. So there is only one thing for the lover to do. He must house his love within himself as best as he can; he must create for himself a whole new inward world - a world intense and strange, complete in himself. Let it be added here that this lover about whom we speak need not necessarily be a young man saving for a wedding ring - this lover can be man, woman, child, or indeed anyhuman creature on this earth.&lt;br /&gt;Now, the beloved can also be of any description. The most outlandish people can be the stimulus for love. A man may be a doddering great-grandfather and still love only a strange girl he saw in the streets of Cheehaw one afternoon two decades past. The preacher may love a fallen woman. The beloved may be treacherous, greasy-headed, and given to evil habits. Yes, and the lover may see this clearly as anyone else - but that doesn't affect the evolution of his love one whit. A most mediocre person can be the object of a love which is wild, extravagant and beautiful as the poison lilies of the swap. A good man may be the stimulus for a love both violent and debased, or a jabbering madman may bring about in the soul of someone a tender and simple idyll. Therefore, the value and quality of any love is determined solely by the lover himself.&lt;br /&gt;It is for this reason that most of us would rather love than be loved. Almost everyone wants to be the lover. And the curt truth is that, in a deep secret way, the state of being beloved is intolerable to many. The beloved fears and hates the lover, and with the best of reasons. For the lover is for ever trying to strip bare his beloved. The lover craves any possible relation with the beloved, even if this experience can cause him only pain.(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;in &lt;em&gt;The Ballad of the Sad Café&lt;/em&gt;, de Carson Mccullers, ed. Pinguin Classics&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12787544-111995602708941913?l=medodeexistir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://medodeexistir.blogspot.com/feeds/111995602708941913/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12787544&amp;postID=111995602708941913' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/111995602708941913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/111995602708941913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://medodeexistir.blogspot.com/2005/06/theres-moon-over-bourbon-street.html' title='...there&apos;s a moon over Bourbon Street tonight...'/><author><name>paulo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14685416405438114397</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12787544.post-111996407532403263</id><published>2005-06-28T00:25:00.000-12:00</published><updated>2005-08-02T03:04:35.556-12:00</updated><title type='text'>CAIXA DE FÓSFOROS</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.blitz.pt/fotos/big/antonio_variacoes_45.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li uma vez que um professor de Lógica, logo na primeira aula, interpelava os alunos. Exibia na mão uma caixa de fósforos e perguntava "O que isto?" Entre os alunos intrigados alguém acabava por responder - "Uma caixa de fósforos." O professor retorquia-lhe que estava errado. "Caixa de fósforos" é um som. "Isto é isto". Não se trata de um mero trocadilho sobre o significado e o significante ou uma alegoria do símbolo. A distinção é ontológica. No Zen japonês diz-se que confundir as coisas com as palavras que as representam é como confundir a Lua com o dedo que para ela aponta. É um equívoco. (Assim como ao encontrar um sinal de sentido obrigatório não trepamos pelo sinal acima...) Um dos objectivos no Zen é criar as condições mentais, por via de uma acumulação de paradoxos ou exercícios de atenção, para atingir um estado de desconceptualização absoluto relativamente à Realidade. Como em ultima análise nada persiste num estatuto de existência senão em relação com outras coisas e sobretudo com as palavras e os conceitos que se lhes associam, o Mundo é essencialmente um artefacto. As coisas não têm, portanto, natureza intrínseca. São construídas de relações. (Uma imagem possível no Budismo é, por exemplo, questionarmo-nos acerca do que é, por exemplo, uma esferográfica. Retirado o canhão, a tampa, a carga e postos lado a lado, onde está de facto a esferográfica?).O Mundo é, deste modo, uma mera construção da linguagem. Uma narrativa, como agora se diz. Se calhar, como no Zen, basta que nos apontem na direcção certa, olhar pelo canto do olho e zás! Ver o que afinal sempre ali esteve. Isto leva-nos ao Idealismo radical, pois implica que a distinção entre sujeito e objecto é também fruto de um erro de perspectiva. Os pensamentos no cérebro do observador acerca do objecto são ambos objectos e movimemtos da mesma Realidade. (É um erro do comparável a alguém que veja através de uma fenda, um gato a passar, vê primeiro a cabeça e depois a cauda. Pode inferir que a cabeça é distinta da cauda e mais que a cabeça é a causa da cauda. No entanto é o mesmo gato). isto é, o fazedor-do-mapa-mundi (o observador, o O Mundo e o Mapa são ontologicamente indissociáveis. Quem sabe, apenas uma imensa reificação do Mundo pela linguagem. Isto é, pela linguagem elevamos ao estatuto de existente coisas que não existem de facto, como tal. Isto é um problema antigo, é sabido. Diz um provérbio basco: "Só existe o que tem nome". Nesse caso, inclui-se tudo, mesmo a nossa própria identidade como sujeitos, pois verifica-se que tal distinção é falha de sentido ontológico. Então onde ficamos? De quem é a narrativa que cria o Mundo? E mais fundo ainda: - porque é que em vez de nada existe alguma coisa? No Ocidente uma pessoa - Schoppenhauer - compreendeu isto e intuiu a resposta: a narrativa é do Vazio e da sua Vontade. O Universo, apenas Ele, auto-observa-se e evolui para se auto-transcender. Mas transcender o quê, se já contêm tudo e todas as possibilidades em Si mesmo? Daqui a uns largos biliões de biliões de anos o Universo é uma uniforme sopa fria à temperatura de 6º Kelvin. Pode voltar ou não a colapsar sobre Si-Próprio como dizem algumas cosmologias actuais e cosmogonias antigas, como a Hindú, numa cósmica respiração de Brahma. Mas no fim, mesmo quando não há nada e o Vazio se encontra só consigo próprio (mais uma vez ou de vez) fica sempre a Vontade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como bem sabia também o António Variações.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12787544-111996407532403263?l=medodeexistir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://medodeexistir.blogspot.com/feeds/111996407532403263/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12787544&amp;postID=111996407532403263' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/111996407532403263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/111996407532403263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://medodeexistir.blogspot.com/2005/06/caixa-de-fsforos.html' title='CAIXA DE FÓSFOROS'/><author><name>Assento da Sanita</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_4dy72JVf0Kk/TMk3kIkJa8I/AAAAAAAAAPo/E1GYjV0R-io/S220/Dirty-Toilet-1516788.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12787544.post-111983536559200153</id><published>2005-06-26T13:22:00.000-12:00</published><updated>2005-06-26T13:26:56.060-12:00</updated><title type='text'>O lugar do sítio ou o sítio do lugar</title><content type='html'>Confesso que não me detive muito sobre os significados da frase do meu outro lugar, mas tem a ver com os sentidos, a percepção e é sobre isso que quero blogar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre pensamento transversal, conseguir pensar através.&lt;br /&gt;Um pouco pensar de fora, sair do caminho, ver o pensamento e as suas implicações os caminhos que não percorreu, os sítios onde também está, ou o seu caminho e mudá-lo, pará-lo, observá-lo.&lt;br /&gt;A capacidade de conseguir ver com os olhos dos outros, com outros olhares, outras realidades, de aceitar a crítica como forma de poder melhorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para deixar de ser dogmático o melhor é explicar o motor desta conversa.&lt;br /&gt;Há uns meses durante um jantar “Falar Lisboa” ver (http://oprurb.org) foi lançado o desafio de endereçar sugestões a candidatos à câmara municipal de lisboa com o intuito de melhorar o seu desempenho.&lt;br /&gt;Pensei que seria mais interessante definir regras ou princípios de boas práticas do que sugerir acções concretas.&lt;br /&gt;Esta ideia teve um apoio inesperado, do candidato Sá Fernandes quando na TV instado a dizer quais as suas primeiras medidas só conseguiu dar uma medida concreta, retirar o relógio da rotunda do relógio, porque passava lá todos os dias e detestava aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é que eu gost,e mas abomino estas decisões pessoais e avulsas, foi o que cada vez mais vejo os políticos a fazer, um tiro no pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha sugestão tem como princípio a possibilidade de integrar as reclamações sugestões, que  todos damos ou temos para dar.&lt;br /&gt;Essa integração passa pela sua visibilidade, pela sua existência fora do circuito estrito do emissor-receptor.&lt;br /&gt;Dar-lhes vida e visibilidade, permitir aos outros saber que existimos que existem outros cidadãos e assim dar corpo à cidadania.&lt;br /&gt;Uma vez que as relações de vizinhança directa não são fomentadas pela cidade e que Lisboa carece seriamente de oferecer possibilidades de participação aos seus, cada vez menos, cidadãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A existência de um local facilmente acessivel, fomentado directa ou indirectamente pela Câmara Municipal, integrando as melhores tecnologias de informação para permitir a consulta de forma criativa e eficaz, com grande visibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conceito necessita de aprofundamento mas entendam-no como uma forma de comunicação aberta dos cidadãos com o território.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12787544-111983536559200153?l=medodeexistir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://medodeexistir.blogspot.com/feeds/111983536559200153/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12787544&amp;postID=111983536559200153' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/111983536559200153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/111983536559200153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://medodeexistir.blogspot.com/2005/06/o-lugar-do-stio-ou-o-stio-do-lugar.html' title='O lugar do sítio ou o sítio do lugar'/><author><name>Fernando</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_UAPvfyIgvQA/SNtfXefjmvI/AAAAAAAAAAM/JLUQM0bAXwo/S220/Autor_Cinza.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12787544.post-111945909000683715</id><published>2005-06-22T17:50:00.000-12:00</published><updated>2005-06-22T04:51:30.016-12:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>...os lugares de um sítio, não são o sítio onde ele está...&lt;br /&gt;Uma vez, há muito tempo atrás, dei por mim a escrever esta frase, na primeira página de um daqueles livros de escrever bonitos, de capa dura vermelha e preta. Um caderno de escritor ou de artista, &lt;em&gt;proprio&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Já não me lembro porque o fiz, mas ainda hoje em dia esta frase, e o significado que lhe dou, fazem-me pensar.... a mim.... Entendo-a como uma espécie de descrição de alguns dos aspectos daquilo que é comumente conhecido como &lt;em&gt;déjà vu&lt;/em&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12787544-111945909000683715?l=medodeexistir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://medodeexistir.blogspot.com/feeds/111945909000683715/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12787544&amp;postID=111945909000683715' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/111945909000683715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/111945909000683715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://medodeexistir.blogspot.com/2005/06/blog-post.html' title=''/><author><name>paulo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14685416405438114397</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12787544.post-111876622594224867</id><published>2005-06-14T17:24:00.000-12:00</published><updated>2005-06-14T04:23:45.946-12:00</updated><title type='text'>Que faço aqui?</title><content type='html'>Amigos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem sei que como presidente da xunta deste blog tenho feito o mesmo que qualquer presidente de câmara: por motivos estritamente pessoais, não tenho podido ligar nada a isto. No entanto, a verdade é outra. É um facto que não tenho postado nada, mas posso dizer-vos, com toda a sinceridade, que o trabalho não acabou!&lt;br /&gt;O meu Medo de Existir sempre foi o de que, existindo, estaria a perder algo que não queria perder (mesmo não sabendo o quê), mais tarde, e sempre bombardeado pela questão: estarei a fazer o certo? - o mesmo é dizer, será que estou a fazer aquilo que me grangeará o máximo respeito e reconhecimento por parte dos meus pares, familia, amigos, namorada? Por outro lado, mal a gente abriu os olhos, e por um fenómeno semelhante ao imprinting que o K. Lorenz descobriu com os patos, havia uma data de gajos à nossa espera com todo a mnha de ideias pré-concebidas, programas a cumprir, urgências (deles) e assim por diante. Em suma, demorei uma data de tempo a descobrir que até posso ser eu (mesmo não sabendo bem o que isso significa) que não é por isso que o gato irá às filhoses!&lt;br /&gt;Daí que, só passados mais ou menos 36 anos e 1/2 é que um gajo se depara (no meu caso), com o que a vida é: um espaço de 24 horas que se repete, dias, meses, semanas a fio. Descobri uma verdade absoluta entretanto e que desconhecia por completo: só dando o melhor nessas 24 horas podemos pensar um dia em ser felizes. Eu explico: de que me serve estar à espera da mais recente tendência em, sei lá, a cor de meias por exemplo, se a cor de meias que eu mais gosto, e que por acaso até é a única que habita o armário lá de casa é o preto? De que me serve fazer minhas as palavras do orador anterior se eu não as tiver lido, ou então, e mais ainda, se as tiver lido e não tiver entendido? E se para obter um melhor entendimento daquilo que li tiver que perguntar e com isso mostrar ao todo que afinal sou mais burro do que pareço? Isso é bom ou mau?....&lt;br /&gt;Olha, chamaram-me, de novo. Há uma embrulhada onde fui embrulhado e que agora vou ter de ajudar a desembrulhar, mesmo não conhecendo a fita e o papel do embrulho. Que deverei fazer? Afastar-me para não me comprometer? Dar um arzinho da minha graça e dar uma de ser institucional cujo interesse é só o trabalho? Vou mas é pensar menos e vou conviver um bocado. É que isto é nada sem os outros, todos, vocês incluídos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12787544-111876622594224867?l=medodeexistir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://medodeexistir.blogspot.com/feeds/111876622594224867/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12787544&amp;postID=111876622594224867' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/111876622594224867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/111876622594224867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://medodeexistir.blogspot.com/2005/06/que-fao-aqui.html' title='Que faço aqui?'/><author><name>paulo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14685416405438114397</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12787544.post-111875179573621065</id><published>2005-06-14T00:18:00.000-12:00</published><updated>2005-06-14T00:23:15.743-12:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Existir... para quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.gy.varmdo.se/aktuellt/vet_rollspel/images/AZ%20Raskolnikov.jpg"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12787544-111875179573621065?l=medodeexistir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://medodeexistir.blogspot.com/feeds/111875179573621065/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12787544&amp;postID=111875179573621065' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/111875179573621065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/111875179573621065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://medodeexistir.blogspot.com/2005/06/existir.html' title=''/><author><name>Assento da Sanita</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_4dy72JVf0Kk/TMk3kIkJa8I/AAAAAAAAAPo/E1GYjV0R-io/S220/Dirty-Toilet-1516788.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12787544.post-111650318694511188</id><published>2005-05-18T21:44:00.000-12:00</published><updated>2005-05-19T03:37:27.130-12:00</updated><title type='text'>VERDADE OU CONSEQUÊNCIA?</title><content type='html'>Só li o livro do José Gil até meio. Confesso que progredi com alguma dificuldade, pois o autor alterna entre  estilos de linguagem mais banais e o jargão filosófico com laivos pós modernos que chegam a ser vazios e desagradáveis. Basicamente, entendi que o autor propõe que, como caracteristica atávica, nós os portugueses, tememos o acto de nos responsabilização explícita pelos nossos actos como cidadãos. Isto é, o acto de nos inscrevermos no tecido da realidade consensual da vida em sociedade. Concordo. Existe em Portugal,uma cultura perversa de não assumir de forma consciente e consequente aquilo que fazemos (ou não) como pessoas com um papel definido. Tome-se um caso exemplar de distorcão, em termos de relações interpessoais - A Administração Pública. Neste contexto, a responsabilização difusa como &lt;em&gt;modus faciendi &lt;/em&gt;instituído e tacitamente aceite , quer do acto, quer da inacção, são usados como meio normal de estabelecer relacionamentos institucionais, e inter-pessoais. Defensivamente, um funcionário quando interpelado num assunto cujas implicações o ultrapassam ou desconhece escuda-se num - "ah, isso não pode ser" - isto é, recusa a inscrição. Ou então, reporta a responsabilidade a instâncias da hierarquia que pela distância se diluem ou ganham estatuto de inatingíveis. Experimente-se pedir "ponha-me isso por escrito" e o caso muda radicalmente de figura. Ao forçarmos a responsabilização, obrigamos à inscrição formal e o assunto frequentemente resolve-se, por via travessa, pois o medo da responsabilização é mais forte que a inacção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz o José Gil, que este "nevoeiro" mental deriva do estado de infantilização prolongado a que fomos colectivamente sujeitos pelo salazarismo. Tendo a concordar. Daí também consequências reconhecidas como debilidades civilizacionais, seja por exemplo, a falta de entrozamento e horizontalidade na sociedade cívil viz. a falta de associações com intervenção no social e política independente e específica relevante (e.g.ONG´s)[Abro um parentesis para dizer que tristemente e frequentemente, as nossas ONG´s são instâncias de pseudo-cidadania, intrumentalizados pelas diversas forças políticas]. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É medo, pois então. Medo e falta de coragem de sermos cidadãos autónomos e adultos, desvinculados dos vícios paternalistas. Pode-se ir mais longe que o salazarismo. Outrora uma nacão poderosa, potência colonial, vivemos agora reduzidos e ultrapassados por outras nações. Vivemos um estado colectivo de angústia doentia convencidos do nosso falhanço. No fundo, talvez seja um estado de auto-indulgência confortável, mas que nos faz correr risco de termos ultrapassado o ponto de não-retorno da pertença ao Primeiro Mundo. [Excitamo-nos agora com a "ameaça" da invasão comercial chinesa, mas não nos preocupamos em exportar aquilo que eles não conseguem (por enquanto) produzir- tecnologia (e.g. informação, bio-tecnologia). Solidariedade aparte com as famílias dos operários desqualificados que fazem roupa barata e sapatos de imitação, sobrenadamos mal à superfície do capitalismo global. Por pouco tempo, pois seremos forçados, sem apelo nem agravo, a abandonar essas áreas da industria, agora tomadas pelo Terceiro Mundo]. Novamente é medo de inscrição no pelotão da frente do mundo ocidental, ao qual pertencemos quer queiramos quer não. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdadeira geração-rasca (os cinquentõs agora no Poder), muito queimada dos atavismos moles e maliciosos do salazarismo, apesar da capa de modernidade sem direcção definida que se seguiu à Revolução, vai estrebuchar e apegar-se ao Poder. Claramente não são eles que nos vão livrar do nevoeiro. Porque ninguém nos vai salvar senão nós próprios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em face de ataques, em última análise à nossa integridade como nação (e.g. a Constituição Europeia centralista franco-alemã) e mais então esta herança nevoenta de adolescente que não quer crescer, vê-mo-nos na contingência de re-editarmos a  novecentista &lt;em&gt;Questão Portuguesa&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;- Portugal é viável ou faz sentido?&lt;/em&gt; Na altura, a questão punha-se a propósito da perda da colónia do Brasil. [Se calhar se se voltasse a recuperar a relação complexadamente perdida com o Brasil nos tornasse-mos mais definidos e fortes...]. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode-se ficar na Esperança ou então esperar que sejamos levados na onda globalizadora da Europa que nos arraste para o salto qualitativo de progresso económico, social e ambiental. Para isso há que combater e envergonhar publicamente em pelourinho aqueles que ainda exibem a sua tacanhez corrupta e chicoesperta, , como motivo de orgulho pessoal e de representante típico da raça. [Por exemplo, é inaceitável que alguém se orgulhe publicamente, no café ou na televisão, de fugir aos impostos. Quem não paga rouba os que pagam. Pura e simplesmente]. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vê-se, com esperança e agrado, que as gerações dos menos que 40 anos são mais sinceros, explícitos, assertivos, responsáveis e positivos que os seus antecessores maliciosos, dissimulados e auto-indulgentes. Não falo de &lt;em&gt;yuppies&lt;/em&gt;, pois esse é um ramo degenerado. Que os há, mas só têm importância quando, por descuido atingem o Poder (ex. Paulo Portas &amp; Santana Lopes). Mas o portugueses não são estúpidos a esse ponto, pois não são estúpidos de todo. Os com trinta e quarenta anos têm realidades com que lidar mais concretas e definidas. Há menos lugar a posicionamentos protegidos nas instituições (o emprego público ou numa mesma empresa toda a vida, por exemplo) e isto dá-lhes mais rigor e força pessoal. Talvez a memória obscura de traumas como a Ditadura, também já não lhes diga muito em termos emocionais. E ainda bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez de acontecimentos como a II Grande Guerra, só tenhamos tido algumas dificuldades mais vagas comparadas a  bombardeamentos e refúgiados em massa como a  fome e pobreza. E isso não nos tenha dado o electrochoque civilizacional necessário e nos digam, que nisto do progresso sustentado e digno, não se possam queimar etapas. Deixei de acreditar nisso e agora acredito nos novos e na inevitabilidade, por moto próprio ou levados na onda, da nossa passagem colectiva á idade adulta. Os novos, que tudo de bom e de mau aprenderam com os mais velhos, são mais crescidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://lci.isr.ist.utl.pt/projects/mrob/fst/iq99/images/portugueses.jpg"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12787544-111650318694511188?l=medodeexistir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://medodeexistir.blogspot.com/feeds/111650318694511188/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12787544&amp;postID=111650318694511188' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/111650318694511188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/111650318694511188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://medodeexistir.blogspot.com/2005/05/verdade-ou-consequncia.html' title='VERDADE OU CONSEQUÊNCIA?'/><author><name>Assento da Sanita</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_4dy72JVf0Kk/TMk3kIkJa8I/AAAAAAAAAPo/E1GYjV0R-io/S220/Dirty-Toilet-1516788.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12787544.post-111580472486989119</id><published>2005-05-10T21:21:00.000-12:00</published><updated>2005-05-10T21:45:24.873-12:00</updated><title type='text'>sobre a economia dos afectos...</title><content type='html'>(...) Portugal continua a ser, em muitos aspectos importantes, uma sociedade fechada, aberta à superfície, e fechada no interior. Actualmente, a reacção à abertura que se traduz pelo apego cada vez mais desesperado aos modelos antigos que que legitimavam o fechamento não produz novas ideias, novos modos de adaptação, novos discursos éticos. Agarramo-nos ao que já conhecemos e ao que nos habituámos - e que em nós se sedimentou - como a uma tábua de salvação contra os flagelos que entram pela porta meio aberta (em breve, escancarada) ao mundo.(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) Ou seja, aquele estranho efeito do afecto activo (como a alegria e o amor) que consiste em dar a ilusão da imortalidade (por isso o último desejo do moribundo é sentir-se amado), como se de uma &lt;em&gt;inscrição eterna&lt;/em&gt; se tratasse, agia fortemente no familiarismo português. Porque &lt;em&gt;sentíamos&lt;/em&gt; afectos (ternura, carinho, preocupação dos outros por nós, etc,) estávamos salvos. De quê? Precisamente, do desaparecimento sem deixar rasto, da existência que se sabe sem vestígios no futuro, apagando-se assim toda a sua presença no presente. Salvos da não-inscrição, quer dizer, radicalmente, da morte.(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;in Portugal Hoje, O Medo de Existir, de José Gil&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12787544-111580472486989119?l=medodeexistir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://medodeexistir.blogspot.com/feeds/111580472486989119/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12787544&amp;postID=111580472486989119' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/111580472486989119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/111580472486989119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://medodeexistir.blogspot.com/2005/05/sobre-economia-dos-afectos.html' title='sobre a economia dos afectos...'/><author><name>paulo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14685416405438114397</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12787544.post-111573247545688991</id><published>2005-05-10T14:40:00.000-12:00</published><updated>2005-05-10T01:41:15.460-12:00</updated><title type='text'>sobre o queixume, o ressentimento e as invejas...</title><content type='html'>"Não é só o medo, a burocracia, o apego a privilégios e hábitos antigos, que entravam o movimento e a dinâmica da sociedade portuguesa. Outros factores, às vezes imperceptíveis mas não menos eficazes, retiram energia e forças aos indivíduos e aos grupos sociais.(...)&lt;br /&gt;in &lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;"Portugal Hoje - O Medo de Existir", de José Gil&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12787544-111573247545688991?l=medodeexistir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://medodeexistir.blogspot.com/feeds/111573247545688991/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12787544&amp;postID=111573247545688991' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/111573247545688991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/111573247545688991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://medodeexistir.blogspot.com/2005/05/sobre-o-queixume-o-ressentimento-e-as.html' title='sobre o queixume, o ressentimento e as invejas...'/><author><name>paulo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14685416405438114397</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12787544.post-111572355953257509</id><published>2005-05-09T22:56:00.000-12:00</published><updated>2005-05-09T23:12:39.536-12:00</updated><title type='text'>1º dia</title><content type='html'>...se estivesse à espera de qualquer tipo de motivação extra, nunca mais tinha blog. E isso iria contra aquilo que quero discutir justamente: o porquê de não se fazer tudo aquilo que se tem para fazer, ou pelo menos uma boa parte. Com bons ou maus ventos. Com mais ou menos alegria ou tristeza. Mas sempre com a intenção de ir mais além. Ou como gosto de dizer: "estendendo mais o conceito".&lt;br /&gt;Este espaço quer ser livre. Repito quer. Quer porque nem sempre se é livre, e mesmo quando nos achamos livres, conseguimos quase sempre encontrar algo dentro de nós próprios, ou naqueles que nos são próximos, para abdicar dessa liberdade.&lt;br /&gt;O convite feito aqui é que tudo se faça para contrariar o nome do Blog: Medo de Existir.&lt;br /&gt;A "inspiração", claro está, veio do livro com este (sub)titúlo, da autoria do filósofo português José Gil, a quem envio desde já, um grande bem haja.&lt;br /&gt;Bora?!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12787544-111572355953257509?l=medodeexistir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://medodeexistir.blogspot.com/feeds/111572355953257509/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12787544&amp;postID=111572355953257509' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/111572355953257509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12787544/posts/default/111572355953257509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://medodeexistir.blogspot.com/2005/05/1-dia.html' title='1º dia'/><author><name>paulo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14685416405438114397</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
