segunda-feira, junho 26, 2006

 

Aurélio Azeitão

Aurélio Azeitão supliciava-se constantemente.

Desde que o pai lhe dissera com ar decidido - Nunca hás de ser nada na vida! - que o seu pequeno cérebro hibernara, todas as ligações neuronais cristalizaram entrando num ciclo infinito de repetição.

Como qualquer ser humano reagiu a este acontecimento contrariando-o. Julgou tornar-se um membro activo do Opus Dei como caminho para a sua libertação e dos pecados deste mundo, isto enquanto esperava pelo outro, onde julgava pudesse ser livre.

Esforçava-se por entender o mundo, tomava decisões muito acertadas mas sem que se perceba porquê. Conquistou todos os lugares a que se propôs aceder, sem perceber como ou sequer se preocupar com isso.

Todas as noites era açoitado e punido com introduções anais.

Azeitão tinha-se inscrito por engano no opus gay, mas continuava a usar o cilício para se mortificar como tinha lido num artigo intitulado "Opus Dei, caminho para a libertação" numa edição antiga do Readers Digest.

Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência e não voltará a acontecer.

Comments:
he he he he he
 
gays.
 
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