quinta-feira, dezembro 08, 2005

 

Existir, não obrigado.

Somos um país de ficção, a legalidade é uma coisa de fugir, é bem melhor estar paralelo, ilegal, não crescer. Com este(s) Pais não conseguimos crescer.

Se estacionar no local designado para o efeito tenho de pagar se conhecer um bom passeio só corro o risco de alguma cadeira de rodas riscar a pintura.

Para me estabelecer legalmente são postos obstáculos aparentemente inultrapassáveis, no entanto podem estar 30 prostitutas na via pública originando um movimento equivalente ao de um bar de 200 lugares sem que isso seja um problema.

O povo de Lisboa vota em Carmona Rodrigues, um voto para que nada mude, para que tudo fique na mesma, Carmona (não) agirá em conformidade. Na verdade não existiam verdadeiras alternativas. Um advogado que utiliza a sua profissão para exercer a cidadania que a todos devia ser dada, um dandy em autopromoção sem qualquer ideia, um leitor de cassetes ... Isto está mau está mesmo muito mau.

Não está tempo para se existir, devíamos seguir o exemplo de Saramago, não o que ele diz sobre o voto em branco, mas o que ele fez, sair daqui.

Até podemos ganhar o Nobel!

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