terça-feira, junho 14, 2005

 

Que faço aqui?

Amigos,

Bem sei que como presidente da xunta deste blog tenho feito o mesmo que qualquer presidente de câmara: por motivos estritamente pessoais, não tenho podido ligar nada a isto. No entanto, a verdade é outra. É um facto que não tenho postado nada, mas posso dizer-vos, com toda a sinceridade, que o trabalho não acabou!
O meu Medo de Existir sempre foi o de que, existindo, estaria a perder algo que não queria perder (mesmo não sabendo o quê), mais tarde, e sempre bombardeado pela questão: estarei a fazer o certo? - o mesmo é dizer, será que estou a fazer aquilo que me grangeará o máximo respeito e reconhecimento por parte dos meus pares, familia, amigos, namorada? Por outro lado, mal a gente abriu os olhos, e por um fenómeno semelhante ao imprinting que o K. Lorenz descobriu com os patos, havia uma data de gajos à nossa espera com todo a mnha de ideias pré-concebidas, programas a cumprir, urgências (deles) e assim por diante. Em suma, demorei uma data de tempo a descobrir que até posso ser eu (mesmo não sabendo bem o que isso significa) que não é por isso que o gato irá às filhoses!
Daí que, só passados mais ou menos 36 anos e 1/2 é que um gajo se depara (no meu caso), com o que a vida é: um espaço de 24 horas que se repete, dias, meses, semanas a fio. Descobri uma verdade absoluta entretanto e que desconhecia por completo: só dando o melhor nessas 24 horas podemos pensar um dia em ser felizes. Eu explico: de que me serve estar à espera da mais recente tendência em, sei lá, a cor de meias por exemplo, se a cor de meias que eu mais gosto, e que por acaso até é a única que habita o armário lá de casa é o preto? De que me serve fazer minhas as palavras do orador anterior se eu não as tiver lido, ou então, e mais ainda, se as tiver lido e não tiver entendido? E se para obter um melhor entendimento daquilo que li tiver que perguntar e com isso mostrar ao todo que afinal sou mais burro do que pareço? Isso é bom ou mau?....
Olha, chamaram-me, de novo. Há uma embrulhada onde fui embrulhado e que agora vou ter de ajudar a desembrulhar, mesmo não conhecendo a fita e o papel do embrulho. Que deverei fazer? Afastar-me para não me comprometer? Dar um arzinho da minha graça e dar uma de ser institucional cujo interesse é só o trabalho? Vou mas é pensar menos e vou conviver um bocado. É que isto é nada sem os outros, todos, vocês incluídos.

Um abraço

Comments:
Ora, que belo post Paulo. Escrito nesse tom descompremetido e sem caganças. É assim mesmo.
 
Agora ia um arroz de pato, mesmo dos patos malvados do KL.
Infelizmente nem todos andam em estado de graça, não sei porquê? Mas que ele há gente muito stressada há. É preciso arrumar esse discurso em qualquer lado essas coisas não podem andar à solta ...
 
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