domingo, junho 26, 2005

 

O lugar do sítio ou o sítio do lugar

Confesso que não me detive muito sobre os significados da frase do meu outro lugar, mas tem a ver com os sentidos, a percepção e é sobre isso que quero blogar.

Sobre pensamento transversal, conseguir pensar através.
Um pouco pensar de fora, sair do caminho, ver o pensamento e as suas implicações os caminhos que não percorreu, os sítios onde também está, ou o seu caminho e mudá-lo, pará-lo, observá-lo.
A capacidade de conseguir ver com os olhos dos outros, com outros olhares, outras realidades, de aceitar a crítica como forma de poder melhorar.

Para deixar de ser dogmático o melhor é explicar o motor desta conversa.
Há uns meses durante um jantar “Falar Lisboa” ver (http://oprurb.org) foi lançado o desafio de endereçar sugestões a candidatos à câmara municipal de lisboa com o intuito de melhorar o seu desempenho.
Pensei que seria mais interessante definir regras ou princípios de boas práticas do que sugerir acções concretas.
Esta ideia teve um apoio inesperado, do candidato Sá Fernandes quando na TV instado a dizer quais as suas primeiras medidas só conseguiu dar uma medida concreta, retirar o relógio da rotunda do relógio, porque passava lá todos os dias e detestava aquilo.

Não é que eu gost,e mas abomino estas decisões pessoais e avulsas, foi o que cada vez mais vejo os políticos a fazer, um tiro no pé.

A minha sugestão tem como princípio a possibilidade de integrar as reclamações sugestões, que todos damos ou temos para dar.
Essa integração passa pela sua visibilidade, pela sua existência fora do circuito estrito do emissor-receptor.
Dar-lhes vida e visibilidade, permitir aos outros saber que existimos que existem outros cidadãos e assim dar corpo à cidadania.
Uma vez que as relações de vizinhança directa não são fomentadas pela cidade e que Lisboa carece seriamente de oferecer possibilidades de participação aos seus, cada vez menos, cidadãos.

A existência de um local facilmente acessivel, fomentado directa ou indirectamente pela Câmara Municipal, integrando as melhores tecnologias de informação para permitir a consulta de forma criativa e eficaz, com grande visibilidade.

O conceito necessita de aprofundamento mas entendam-no como uma forma de comunicação aberta dos cidadãos com o território.

Comments:
As instituições, por definição, são fechadas ao diálogo. Não apenas por uma tradição de obscurantismo atávico, mas por uma lógica de sobrevivência, quase endogâmica. Os partidos também. Interessante e paraticipativo seria incentivar as possibilidades efectivas de diálogo entre os municipes e os seus representantes nas Assembleia Municipal e vereadores. Tudo o que os cidadãos não exigem, o Estado guarda para si, sonega.
 
Pois tens razão até pode ser uma assembleia virtual mas é sempre necessário apontar ao alvo.
 
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