terça-feira, maio 10, 2005

 

sobre o queixume, o ressentimento e as invejas...

"Não é só o medo, a burocracia, o apego a privilégios e hábitos antigos, que entravam o movimento e a dinâmica da sociedade portuguesa. Outros factores, às vezes imperceptíveis mas não menos eficazes, retiram energia e forças aos indivíduos e aos grupos sociais.(...)
in "Portugal Hoje - O Medo de Existir", de José Gil

Comments:
"E sem dúvida o nosso tempo... prefere a imagem à coisa, a cópia ao original, a representação à realidade, a aparência ao ser... O que é sagrado para ele, não é senão a ilusão , mas o que é profano é a verdade. Melhor, o sagrado cresce a seus olhos à medida que decresce a verdade e que a ilusão aumenta, de modo que para ele o cúmulo da ilusão é também o cúmulo do sagrado."

Prefácio à segunda edição de A Essência do Cristianismo - Feuerbach
 
O que é o tempo, isso existe?

O tempo é nosso?

Existimos no tempo.
Numa janela temporal.
Dessa janela espreitamos o tempo dos outros que assim se torna no nosso tempo.
As nossas acções deixam marcas que existem fora do nosso tempo noutras dimensões noutras entidades, noutros tempos.
O nosso tempo é o tempo dos outros ou não é tempo.
Desejamos o vácuo como a avestruz enfia a cabeça no buraco fugindo ao tempo.

Há dias assim ...
 
É a abstracção do tempo irreversível, de que todos os segmentos devem provar ao cronómetro a sua única igualdade quantitativa. Este tempo é, em toda a sua realidade efectiva, o que ele é no seu carácter permutável. É nesta ção social do tempo-mercadoria que «o tempo é tudo, o homem não é nada: é quanto muito a carcaça do tempo» (Miséria da Filosofia). É o tempo desvalorizado, a inversão completa do tempo como «campo de desenvolvimento humano».
 
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